segunda-feira, 7 de abril de 2008

Lá Vem Ela...


As vezes ele se pergunta, consternado, e frustrado, sobre certas questões (que surgem) em seu caminho...
As vezes ele tenta escapar das frustrantes perguntas...
As vezes até tenta não chegar ao ponto de chorar sozinho, pelos cantos escondidos de suas idéias...
As vezes tenta tocar piano, para tentar esquecer o que lhe faz ruminar sobre o que tanto mal lhe faz ao coração: São pensamentos... São emoções... São coisas realmente ruins de se sentir...
Oh! Lamentações!
E as vezes, ele tenta manter a calma por dentro, lutando contra o império do medo.
Surge aí então uma pergunta: quando esta batalha irá terminar?
Mas que espécie de guerra é esta?
Ele só queria estar de bem consigo próprio!
Simplesmente respirando ar puro, e desfrutando d'uma bela vista, num bosque qualquer.
Ele só queria ser "feliz", tal como sempre fora entendido o termo.
Mas a vida parece ter se encarregado de torcer-lhe os trilhos pelos quais deveria ter passado.
Ah! e aí... O destino existe?!
Ele não sabe!
E ainda insiste em duvidar do óbvio!
Mas daquilo que nada se pode provar, em termos de veracidade factual, ele até que acredita, as vezes!
O que acontece(u) com sua vida?!
As vezes ele tenta escapar... Mas parece tão em vão!
Tudo parece ter perdido o sentido que tinha antes!
Sua existência perdera aquele brilho que antes a infância se encarregava de doar com tanta boa vontade!
O que há?! O que houve ali?!
Reflita! Reflita! Reflita! Ele pensa consigo próprio...
Sinta a verdade por detrás das emoções!
Sinta a fragrância da verdadeira razão de suas emoções estarem tal como estão!
Ele só queria um pouco de aconchego; um colo macio; cabelos perfumados para cheirar...
Uma suave voz em seus ouvidos, para sua alma ferida afagar, e curar!
Ele só queria ver o sol nascer, ao lado de alguém especial para ele!
Simplesmente ver o sol nascer...
Ah! como é difícil para ele viver tal como vive.
E como é pesado o fardo que criou para si próprio carregar até o topo da montanha.
Suas vistas estariam fraquejando?! Estaria perdendo a capacidade de ir além de seus sonhos?!
Não conseguirá atingir a águia do amor, que parece voar numa altura sem medida?!
Ah! o que há?!
O que houve com ele?!
Onde irão parar seus pensamentos de agora em diante!?
O vento trouxe-lhes tantos pesares; tanto odor fétido; provavelmente resultado de alguma carcaça ideológica inútil à praticidade filosófica dos homens, deixada pelos cantos do caminho dos registros históricos da humanidade.
... Mas... Pense! Pense! Pense!
Livre sua mente da vergonha de querer expor suas próprias idéias!
Vergonha deveria ter outro motivo, não este! Não "este!"...
Sinta o vento! Apenas sinta!
Acalme-se...
Lá vem ela...
Um dia, quem sabe!
E "quem sabe" o simples não lhe completará o que achava ser produto do complexo?!
Apenas sinta!
Pois, talvez, lá vem ela!
...
Lá vem!

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