quarta-feira, 4 de junho de 2008

A Busca de Dúbio e sua Solução

Numa calma e verdejante floresta havia um pequeno vilarejo, onde habitavam seres de todas as espécies. A paz parecia encontrar seu verdadeiro lar naquela região; e ninguém se atrevia a fazer qualquer coisa que pudesse abalar o equilíbrio e a beleza que por ali se abrigava.
Tudo era lindo. Tudo parecia ser a materialização do idealizado paraíso bíblico criado por Deus.
De animais exóticos a homens; anões; elfos e fadas; viviam todos em perfeita harmonia com o seu meio; era só alegria e ninguém parecia ficar triste pelos cantos.
Mas apesar de tanta paz e equilíbrio natural, e apesar de o vento cantar sempre uma suave melodia de alegria para todos ali presentes, havia um pequeno ser que parecia não estar "realmente" feliz com sua existência. E isto era paradoxo, era completamente contra o que se podia perceber!
Como, afinal de contas, era possível isto?
Alguém infeliz?!... Apesar de tanta paz!?
Não!
Simplesmente Não!!!
Mas era o que estava acontecendo realmente.
Seu nome era Dúbio, um pequeno elfo que morava próximo ao sopé da grande montanha.
Em seus 119 anos (o que para humanos como nós seria como nossos 14 anos por aí) já pensava em como deveria viver para poder dizer que teve uma existência satisfatória perante Deus.
Pensava demais!
E em tudo encontrava objeto de questionamento; e isto acabou despertando uma insatisfação interior muito profunda em seu coração élfico.
Dúbio era um elfo perquiridor, inquieto ideologicamente. Vivia observando sua família, seus amigos, seu meio, e até nos animais encontrava motivos para se indignar!
Com isso Dúbio acabou perdendo o gosto pela vida!
De tanto questionar seus motivos existenciais, acabara por perder aquele "piloto automático" que sempre se encarrega de nos trazer felicidade, por simplesmente existirmos.
Mas um dia, caminhando pelo vale das bromélias, Dúbio se deparou com uma figura intrigante. Por detrás dos arbusto, alguém lhe convidou a Filosofar:
- Bom dia meu pequeno!
- Bom... dia...! Quem está aí?!
- Ah! Você não precisa... deste insignificante detalhe saber!...
Só me diga por que caminhas tão solitário e tão perdido em pensamentos por este vale?!
- Ahh! não sei ao certo!... Pensei que soubesse mas... Há coisas em meu coração das quais não faço idéia de como resolvê-las!
- Hmmmmmmmm! Entendo. E por isto está a caminhar sozinho... tentando encontrar um rumo?!
- Sim! é mais ou menos isso aí.
- E o que encontrou até agora?
- Por enquanto... nada significativo!
- O que lhe perturba, meu jovem?
- A vida!
- A vida?
- Sim! A vida!
- Ora! a vida não perturba ninguém, ela apenas vive!
- Eu não sei o que fazer da vida... talvez seja este o meu problema!
- Mas as pessoas nem sempre precisam saber exatamente o que fazer da vida para sentirem a felicidade!
- Hmmmmm... Então o que eu faço para parar com isto?! Sinto como se tivesse pego o embalo, e agora não há um freio para parar meus pensamentos!
- Hmmmm! meu rapaz... lhe aconselho apenas uma coisa:
Olhe para o seu coração... e encontre-a!
-Encontrá-la?! Mas quem?!
- Você saberá no momento certo!
- É só isto!?.... Encontrar alguém?! Ela?!
- Você vai entender quando encontrar!

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