sábado, 7 de junho de 2008

O Esconderijo dos Sentimentos de Amor


Ah! como é difícil conviver entre o escrito e o escritor!
Somos duas faces duma mesma moeda; e como é difícil conviver com estas duas formas de se interagir perante a vida.
O que fazemos ou dizemos, a forma como gesticulamos, enfim, a nossa linguagem extra-lingüísitca - a não verbal - não é, em parte alguma, semelhante à nossa forma literária de expressão.
Ali (na escrita) estamos Editados! Equalizados! Mixados e não sei mais o quê...
Por esta razão, em certos momentos é penoso tentar conviver com determinadas circunstâncias que (a priori) necessitariam exclusivamente do Eu literário agindo! E não é isto o que acontece. Na verdade, o que sucede é que acabamos por ocultar (inexplicavelmente) todos os nossos sentimentos numa mistura de "desinteresse, descaso, indiferença, INSENSIBILIDADE... Ahhh! Enfim.... Passamos uma idéia que NÃO é a nossa (pelo menos a do nosso coração).
Desta forma acabamos não sendo sinceros para conosoco e nem para com as pessoas a quem amamos.
Nas palavras de Nietzsche: "As pessoas razas tentam se parecer profundas, e as profundas tentam se parecer razas" (como se tivessem que equilibrar os dois lados diferenciando destacadamente cada um).
Isto dificulta (e muito) em muitos casos em nosso cotidiano.
Não vou entrar em detalhes aqui, pois o que quero com este texto é ressaltar a importância em se conquistar e segurar a própria Fé, a confiança em próprio, para se ter certeza de agir; aliás, de que se pode agir da maneira como o coração bem sente!!!
Esta espécie de máscara (vestida à força sabe-se lá por qual maldito setor cerebral, que mais parece encarregado de lascar tudo num caso complicado) nos vêm como um anti-corpus errôneo, como se fosse um alarme falso (pois assim o enxergo); é como uma espécie de defesa contra nada... Ou melhor, contra algo que JAMAIS deveria tentar sequer barrar, ou complicar!
Tudo isto gera uma atitude contrária aos nosso reais intentos.
E as coisas acabam daquele jeito: Como alguém que, mesmo sabendo que há apenas uma caixinha de papel para ser aberta, a esconde dentro de milhares de caixas maiores , e, assim, fica tentando abrí-las, como se quisesse "prorrogar" (e, por mais estranho que possa soar: Sem querer) o grande momento da descoberta do pequeno objeto - que, apesar de pequeno, não simboliza insignificância, mas sim "Simplicidade" - .
Contudo, é importante descobrir, ou ao menos buscar encontrar algum meio de se equilibrar a vida, e conseguir agir de maneira que o objetivo do Coração seja atingido (ainda que não seja cem porcento da forma como ele se escreve nas poesias).

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