terça-feira, 10 de junho de 2008

O Viajante


Pela noite solitária ele caminha...
As vezes com a chuva.... E as vezes com o frio!
Não importa o que aconteça, ele sempre está seguindo em frente!
Em sua estrada ele encontra pedras por toda parte; mas nenhuma delas é capaz de fazê-lo desistir de continuar!
O mundo muda a forma como vive sempre... Há uma constante mudança no ar.
Mas para ele, que importa isto?
Que importa mudar por fora, se por dentro ainda é um mero mundo?
Que importa dizer que o lugar é diferente ... quando se olha para o mesmo horizonte sempre?
Mas em seu horizonte ele enxerga um singular céu de safira.
E olhando ao redor ele percebe que o Lago da Felicidade está fresco para um mergulho...
E ele contempla às margens daquele lugar... Tão imenso, tão puro e tão belo!
Como está quente, como está bom para banhar-se de glória no amor! Um duplo amor!
E este amor é como gotas de orvalho pairando por sobre a relva matutina.
Ah! Quando está a penumbra tal qual suave manto de algodão, a balançar no varal...
Quando está a brisa fresca, bailando pelo ar...
Ali está ele a caminhar... Viajante do pensamento...
Corredor da maratona rumo à incerteza, na certeza de que se saberá apenas o necessário para sobreviver por este caminho!
Ali ele se encontrou...
Ali ele se perdeu...
Mas acima de tudo ele estava bem... Com seus pensamentos nas mãos... Seus sentimentos no coração...
Mas seus olhos estão pousados noutros olhos...
E... assim, de repente tudo se esverdeia....
Cai o pó de esmeraldas por sobre o cenário deste espetáculo mágico...
Oh! como é bom este momento de incertezas...
E ao mesmo tempo, como é agonizante não poder fazer (ainda) o que se deseja!
Mas o tempo é o senhor da razão (dizem por aí)...
Esperemos calmamente, e curtamos, Oh viajante caçador de pensamentos...
Curtamos a vida tal como ela se nos apresenta!

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