sábado, 26 de julho de 2008

Reflexão Existencial Atual


Da onde provém a sensação de distância? Sei lá! Talvez da própria distância!?... Não! Talvez não! Na verdade, este sentimento pode ter surgido de uma idéia. Uma necessidade de "ocultar" as emoções. E isto estraga muitas coisas. O amor não é algo para se esconder, não é algo para ocultar. O amor deve ser como uma bandeira, um estandarte à mostra. O amor deve ser posto à vista de todos para que sirva de exemplo, para que cada um se inspire no mesmo e tente seguir o fluxo do coração. Assim, acho que esconder o que se sente na presença de todos é como esconder a verdade. Ah! e "na verdade", estou sentando na orla duma montanha, observando o céu... Apenas esperando pela chuva de verão! A chuva será a revelação do coração, da razão, da verdade, do que virá, e que talvez pode não vir... Ou pode até ser que venha, mas talvez seja ácida por ter demorado demais. Ah! as vezes já não sei nem o que pensar sobre minha existência. Tudo isso que acontece ultimamente é novo pra mim, algo inédito aos meus olhos e aos olhos de meu coração. Sinto tantas coisas aqui dentro, que não poderia externar com uma simples texto. Quantas vezes já não disse a mim mesmo "desta vez vou dar as costas pra sempre ao meu amor, e deixar tudo isto pra lá; sabe, desistir definitivamente!" mas, o que aconteceu na verdade? Simplesmente não consegui! Pensei demais no que eu poderia estar perdendo e, acabei continuando martelando na mesma tecla, e na mesma estrada continuei a caminhar!Minhas idéias, meus pensamentos, meus sentimentos, tudo em mim conspira a favor de um objetivo: lutar por meus sonhos (que sonhos?! ultimamente eles ficaram anuviados pelas turbulências e tribulações existenciais), conquistar a mim próprio novamente, e provar que comigo alguém pode ser feliz, provar pro mundo que minha música não será dissonante! Apesar de soar como uma forma de "provação", na verdade não estou lutando pra provar nada! Quero apenas viver, já o disse várias vezes, Hei! Leandrooooo! acoooooorda!
O que eu estou dizendo agora? Sei lá! Fiquei louco?! É, talvez, já que não sei definir o que quero realmente! E o que mais preciso neste momento é de segurança, não só para mim, mas também para dá-la, mostrá-la! Quantas vezes não disse que decidiria ficar só, aonde me encontro mesmo, com meus problemas...
Mas a vontade de amar, de dar meu amor, de vivê-lo, de sentí-lo, de apreciar este lado da vida é mais forte que a primeira idéia. A vida flui a cada dia, rápido demais por sinal, e sinto que algo está caminhando, algo está vindo em minha direção...
Não sei direito, mas sinto que me compliquei demais... Na minha concepção, nada deveria demorar demais para ser decidido no mundo... Seja um acordo de paz entre países, seja uma escolha na locadora de vídeo, seja uma compra de supermercado, ou uma... ah... que seja... Mas, não é legal generalizar tudo, pois pode ser que haja realmente excessões por aí, certo?!
Queria que eu não fosse tãooooo fechado para comigo mesmo e, assim, para com os outros, e especialmente para quem amo... Queria que meu coração abrisse mais suas portas, e não fosse tão trancado! E como diz o Ricardo, um amigo, "românticos demais: sofrem demais!!!"... Pois é meu velho, realmente é isso aí! Então eu devo me tornar menos romântico?! Como?!
Sei lá, estou tentando encontrar isto, e acho que é melhor que nada, por hora pelo menos. A vida para quem pensa nela é um jogo de xadrez lascado! É um "sudoku" nível 1000! O que importa ela?! O que vale a pena?! O que é certo fazer?! Devo fazer as coisas certas só porque serei recompensado depois, e não as erradas porque serei punido logo em seguida; Ou devo fazê-las pelo ato de fazer, ou seja, porque eu "tenho de ser bom pela razão que habita em meu Self?"!!! Não sei ainda... Dizem que o tempo resolve muitas coisas. Mas do modo como estou vendo, parece que está cada dia mais complicado resolver questões que levariam pouquíssimo tempo para serem esclarecidas. E aí, o que fazer? Se tem uma coisa que mata: é a tal da dúvida, da insegurança, do medo!!! Sim, são coisas malignas pro coração! E não gosto delas, na verdade detesto-as! Quero mais segurança em meus passos, o mínimo de dúvidas possíveis, e nada de medo!
Não quero chorar pela dor, nem pelo medo, nem por amor! Se possível, para não ter de verter por face lágrimas, me tornarei um super-herói! E levarei no peito esta idéia! Carregarei minha cruz sem piedade por mim mesmo; e aceitarei o futuro que vier!
"Prepare-se para o pior, aguarde pelo melhor, mas aceite o que vier"... É isso aí! Venham as coisas que o futuro me reserva! Pode vir quente que eu estou fervendo, diz a canção né, he he he, mas é por aí! É preciso força de decisão, e fé para as coisas! Amor! Ame-o, ame o amor e viva por ele! Pois somente com amor se constrói as melhores coisas da vida! Por amor construímos famílias bem estruturadas, amigos bem entrosados, empresas bem produtivas, obras-de-arte, enfim, com amor se faz de tudo com eficácia. Não quero ter mais medo do que já tive... Não quero sentir mais dor do que já senti... Se o que tenho de ouvir é inesperado, que seja... afinal, teria como ser diferente?! Se não, então que seja! Uai! Espero que minhas frustrações, meus medos, minhas tribulações estejam se divertindo lá naquela ilha deserta ahahahaha... (para onde as enviei)! AHuahuahuahUHAUHuahuAHahh...Vamos falar de pares conjugais agora?! Tá! Agora tente se lembrar daqueles momentos em que alguém, na maioria das vezes já casado a tempos, e que vem e puxa uma assunto do tipo: "Ah! agente sempre perde a chance de estar com quem era certo pragente". E logo após continuam comentando que, na época da juventude, quando estavam a época de namorar, encontravam certos pretendentes que poderiam forma um "Belo" casal meeeesmo, mas o rumo das coisas sempre tomou outros horizontes, e as pessoas acabavam por se casar com pares que, aos olhos alheios, sempre foram errados... Sei que não estou conseguindo me expressar mais retoricamente, mas, a idéia é que, pelo prisma do senso comum, as pessoas sempre acabam com pessoas erradas (socialmente e antropologicamente falando). E, após já com bastante tempo de vida a dois decorrido, olham para o passado e suspiram: "Pois é, se eu pudesse voltar atrás, e consertar minhas burrices de amor!" Tsc Tsc... É, pois é! Temo muito que isto também possa acontecer comigo! E por isto penso muito em cada "alvo" que o meu coração toma por aí... E sinto muito medo de ele não acertar na escolha e, acabar me levando àquele estado de embriaguez que acomete tantos por aí. Isto é difícil, pois nossas atitudes serão, até que a ciência descubra um outro meio alternativo de agir, determinadas por nossos corações (emoções)!
Como? Então analise os fatos históricos e, encontre um que fuja a esta regra e apresente-o aos meus olhos. É difícil demais, eu sei, e nós tentamos encontrar a melhor maneira de não pisar em falso com esse assunto. É como uma música?! Quando será a hora de falar sério neste assunto?! Bom, volto a tocar no termo "medo, insegurança, incerteza", etc... Eu tenho tanta insegurança comigo, e indecisão são partes dos meus defeitos de fábrica (somados aos socialmente adquiridos) he he he he... Quero aperfeiçoar-me, com o tempo (e talvez, com ajuda de uma parceira) agente consiga se lapidar... Um ao outro...!
...
Oma et Luza Asor!!!!!!....
Venha, venha para mim meu amor, pois:
"Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções (Ct 2,11)12 !!!!
Então canta, canta junto comigo.

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