sábado, 16 de agosto de 2008

Abstração Além das Explicações

Certo dia, ao sair de casa, já passava das nove da noite, quando resolvi caminhar por ruas e avenidas que não as de costume.
Uma noite diferente, se posso assim dizer; um clima estranhamente quente, e ao mesmo tempo fresco.
Lua no céu, por entre nuvens que mais pareciam algodões voadores a flutuar lentamente pela cúpula celeste.
À cada esquina, pessoas diferentes, crianças diferentes, e até os velhinhos que me cumprimentavam com um sereno e dificultoso "boa noite meu jovem" me eram desconhecidos.
Então resolvi passar por uma praça a qual nunca havia cruzado antes e, bem ali, onde ninguém jazia naquele momento, uma luz tocou em meus olhos, de algum lugar enigmaticamente distante...

Uma estrela? Um astro qualquer? Uma fagulha de mistério?
Não saberia dizer!
O medo?... O terror?....
Não! Não!
O que senti foi uma estranheza no corpo!
Um bem-estar quase sobrenatural!
De repente minhas vistas foram se apagando, a lua foi desaparecendo do meu olhar...
Meu corpo ficava submerso em uma sensação de aquosidade, calmaria, paz, sonolência...
Sentia que estava sendo tragado para o infinito, para o espaço, para um mundo além daqui...
7ª dimensão? É, talvez...

Do nada acordei!
Abri meus olhos e, estava numa sala TOTALMENTE branca!
Nada além de meu corpo, nu, jazia naquele local estranho.
O que cargas d'água se passava por ali?
ONDE estava eu?
O som de um agudo incrivelmente agradável aos tímpanos surgia quase que de supetão, como aquilo que sempre esteve ali, porém que nossa distração se encarregou de ocultar de nossa percepção...
O que seria?
Ao me levantar (do chão, claro), caminhei por, mais ou menos uns quinze minutos, e nada de encontrar algo a não ser o branco, que à essa altura já era chamado carinhosamente de "maldito" (risos)...
Foi de repente que aconteceu (mais uma vez e, para minha surpresa) de eu cair, inexplicavelmente do nada do próprio chão!
:
Quem entenderia isso?!
Comecei a cair, cair, caiiiiirrrr!
E não chegava ao fundo do negócio!
Mas como tudo ali era inexplicavel, e suscetível a qualquer coisa, de repente, mais uma vez, parei no ar, (ainda tudo branco), flutuando como um balão que se encontra amarrado por um barbante.
Mas o branco, como que se entendesse meus comentários de narrador participante, resolveu se transformar num negro quase palpável de tão escuro!
Graxa pura! (risos)
O manto da escuridão trouxe pavor e medo, como se o simples ato de estar ali, digo, o escuro, já fosse o suficiente para trazer esta horrível sensação de mal estar.
O som agudo de antes?
Hmmmm.... ficou grave! Tcharannnnnn!
he he...
Mas pense num grave horrível de se ter "nazurêias!"
Calafrios... Ondas de calor pelo corpo... Medo, pense em medo!
Aaaaah! agora sim, não havia nada de bom naquilo!
Mas o pior foi quando dois olhos verde florescentes aparecerm do meio da escuridão, quando me encontrava a olhar (inutilmente) na procura de algo que não o manto de escuridão que impedia minha visão de me ser últil...
Fora o olhar, pra acabar de aterrorizar com tudo, surgiu um grunido daqueles de pesadelo mesmo, bem ao estilo de monstros de filmes de terror!
E quando fechei meus olhos para fugir (ao menos dos olhos)...
Uma voz ecoou lá ao longe, dizendo assim:
- Ôôôôôôe! Leandrooooooo!
Tá aêêêêê??
Abri meus olhos e, o que vejo?
he he...
Só Deus sabe!
Você não faz idéia...
Quer saber?
Antes me diga.... você é um ser humano?
Sim?
Então não tenho nem como explicar...




AuHAuHAUHAUhUAhuHAhUAhUHAuH....



Que escrever.... isso o que ter não o que é!
Acontece que o mais é isso....
Tenta se quando contrário diz se!

2 comentários:

Márcio L. disse...

texto doido mano... curti ein
desgrameira power comanda!
é nóizi! =D

pensador made in vaso disse...

muito BOM!

abraços!!!!!!!!!!