segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Clemência ao Portador dos Fardos e Sonhos


Sol sobre o gramado...
Folhas que pairam suavemente sobre o manto verde
Brisa fresca que acaricia o rosto, abatido pela tristeza...
De repente a sombra de um infeliz sorriso
E num instante, a compreensão:
"A vitrine de seu sonho é o seu pior pesadelo!!!"
A ferida que não cicatriza...
Enquanto o dia amanhece sereno lá fora, a inércia de um coração... Indiferente...
Que importa o sabor? Que importa o aroma? Que importa a fragrância deste jardim agora?...
Jamais desejaríamos sonhar em pisar numa estrela, se antes não tivéssemos nos teletransportado para uma delas por um segundo!!!
E agora, a dificuldade em se descobrir como fora feito da primeira e, aparentemente última e única vez... A razão de toda turbulência... Toda Frustração... Toda dor!!!
Espada afiada! Lâmina adocicada pelo mel do destino...
Fel... Após o golpe de uma situação!
Cristalizando-se um sonho abstrato...
Mas a saudade não tem tradução... e Não é abstrata como o sonho que dela se perdeu...
Isto não se pode afirmar!!!
Oh! primavera! Oh! estação das cores!
Traga em meus olhos a paisagem que acalme meu coração novamente...
Traga o perfume da felicidade, algo que me faça sorrir como criança!
Girando! Girando! como a terra pelo espaço... Em torno de um astro que concede luz e calor ao mesmo tempo!... Ah! era assim?! Será?! Como pode ser?!
Um planeta sempre gira em torno de uma estrela...
Um amor sempre gira em torno de outro amor!
O olhar de andrômeda não consegue alcançar o olhar via-lácteo!
Sim! é a brisa galática da existência entre os universos paralelos!
Oh! estrelas! Espectadoras de meu destino!
Oh! Deus de meus antepassados e conterrâneos... Contemporâneos...
Companheiros... Inimigos e Adversários...
O que é preciso fazer nesta vida... para que a tristeza seja apenas um inseto e não um monstro apavorante!?
Oh! será a minha cruz de chumbo? Titânio?!
Tempestade em copinho descartável de café?!
Que o verão traga o conforto de uma nova maré...
Pois tudo é um sinal nesta existência... E tudo pode parecer uma, e outra coisa. Só depende de quem vê e, de "como" este pensa.
Tudo é uma questão de "perspectiva", e isto não pararei de afirmar!
Como pode uma abelha, ver as coisas com os olhos de uma toupeira?!
Hmmm?
Lua sobre a areia...
Brisa que recai balançando o manto da melancolia pelo ar...
Sereno noturno de pensamentos...
Idéias são fagulhas cintilantes a beliscar uma mente perturbada pelo silêncio do destino...
Oh! cruel destino! Por quê?
A boca do justo de repente se abre em vão para gritar...
E este grito se entala na garganta.... Engasgado pelo não-saber o que fazer logo após a epopéia de sua vida...
Um grito sem palavras... mas com sentido bíblico!
Um poema sem estrofes ou letras... sem signos... apenas o seu sentido mais profundo...
Um Poema...
Lírios do campo, bétulas da primavera...
Margaridas e tulipas... Vejam só a criação...
Quem tem o direito de confundir-se aqui?!
Saber importa?!
Não!
Não é o que se quer dizer....
O que se quer é... apenas chorar... gritar...
Mas para as paredes desta caverna, isto só causaria uma maldita reverberação...
Ah! e como seria insuportável ouvir o próprio grito... Sem poder tapar os ouvidos...
Com as mãos atadas nas correntes do próprio destino...
Oh! imaculada verdade! Oh! certeza de sono eterno...
Não venha o sono! Não venha!
Anjos tragam o nascer de mais um dia, ao comando do arcanjo...
Ao mando do inominável....
Supremo poder!
Que gravita todas as leis cósmicas...
Não há moral...
Não há regra...
Por favor, a ti que imploro clemência!
Venha o nascer do sol novamente!

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