terça-feira, 12 de agosto de 2008

Dueto de Amor


Assim como L "caça" kira, caço eu o meu amor!
Pode estar num lugar onde eu nem consiga imaginar...
Pode estar bem próximo, talvez ao meu lado e não percebo!
Sigo as pistas da intuição, e vou juntando o que os fatos me mostram.
Mas os fatos também podem mentir, e mostrar algo dúbio!
Sim! porque a verdade não está nos fatos, e sim na razão por detrás de tudo.
Posso provar minha inocência através de vários fatos, mas ainda assim estar culpado por debaixo dos panos, he he.
Se eu me sentar diferente (ou seja, me adequar ao padrão comportamental da maioria), perco 40% das minhas capacidades. Não podemos mudar "somente porque" alguém pediu pra fazer da maneira como este bem quer. Há limites para o que podemos, e o que nem devemos fazer pelas pessoas; ou seja, há uma parte em nós totalmente flexível e outra que signfica nossa essência imutável.
Este lado que se nos permite flexionar para "adaptação" social, é um atributo humano que evita o que aconteceria se em qualquer reino animal: guerra, briga, Fight, etc....
"Kira, estou a um passo de encontrá-lo!" Diz L. Mas eu não diria isso trocando Kira por "meu amor" em vão. E outra coisa, quando encontrar, não quero que isto signifiquei que vou prender, e sim "libertar".
Libertar da solidão...
Do frio...
Do medo (pois quando se está a dois, o escuro torna-se um pouco menos aterrorizante he he)...
Amar é libertar, não é prender. O que se tem por "prisão", na idéia de amor a dois, um casal, é o fato de que a partir do momento em que a pessoa se casa, não pode mais sair, curtir um lugar o qual sempre frequentava quando solteiro(a) etc. Isto está enganoso, pois o amor deveria ter um certo ar de anarquia. "Porque tu me amas, eu não preciso de ti, e porque eu te amo, tu não precisas de mim. No amor nos libertamos ao nos prendermos." Sei que ficou estranho a afirmação, mas isto se dá por uma idéia subentendida que (talvez) só eu tenha em mente (ao escrever isto aqui).
Como L estou interessado nos métodos de quem estiver diante dos faróis do meu coração.
Estarei preparando minha própria vida para que ela seja adequada a receber outra. Na verdade, uma relação é um casamento de "circunstâncias", e não de "somente" duas pessoas.
Antes de se casar, um par deve, antes, pesar as circunstâncias que serão atreladas junto a eles.
Família, hábitos, amigos, trabalho, Hobbes, etc.
É óbvio que nos dias atuais o casamento tomou perspectivas de acordo com o nosso padrão contemporâneo de relacionamento social, político, religioso, filosófico, enfim, estamos de acordo com os paradigmas de nossa época, e talvez esta seja a razão de muitos casais se divorciarem ultimamente: o ano 2000 trouxe muito aquele lance da "escolha-e-se-escolher-e-não-gostar-abandone-e-tente-denovo". He he he he.
Ficou cômico isso, eu sei, mas o que vale refletir aqui é o ponto que concerne ao "fútil e dúbio" da questão. Com tantas opções de mercado, torna-se difícil para um ser que, ainda acostumado a um padrão não muito opcional de vida, viver adequado a isso perfeitamente.
Antes se comprava shampoo facilmente, pois bastava ir até a prateleira e, ZAP! pegava-se um dos "dois ou três tipos" de opção do produto (para não dizer exageradamente apenas um), e pronto! "No stress!" Nada de ansiedade!
Agora, você entra num mercado e, se perde nas opções. Isto causa um tilti em nossos cérebros!
Opções demais pode ser um grave problema, pois algo que confunde a mente causa ansiedade e bloqueia as possibilidades de se viver na simplicidade, na objetividade, ou seja, algo que possibilite com maior facilidade na "arte de ser feliz".
Eu fico pensando se encontrarei alguém com quem eu possa me casar e, viver na simplicidade que idealizo (na verdade isto é mais utópico do que um sonho concreto); entretanto, acredito que isto só depende de nós. Cada um possui o poder de escolha. E é nisso que temos que aproveitar o máximo possível. Escolher viver e não ser robô é o nosso dilema (ou pelo menos deveria ser).
Países muito avançados tecnologicamente possuem uma população um tanto anestesiada emocionalmente falando. São pessoas que não se cumprimentam nas ruas, até porque não há oportunidades cabíveis para tal ato num plano onde o que se objetiva é alcançar o horário pontual num dado lugar (geralmente o "trabalho").
Isso está, aos poucos, matando nossa humanidade. Cresçamos como humanos, não retrocedamos! Irmãos (no sentido humano mesmo), o que é que há com vocês?
Que há comigo?!
Vamos ler mais histórias de fadas, elas amenizam nossos petrificados corações!
Eu garanto que QUEM PRECISA DE CONTOS DE FADAS NA HORA DE DORMIR não são bem as criancinhas, pois, visando que estas histórias contém "escape, consolo, resgate, fantasia", são coisas que as crianças, por assim dizer, seriam as que menos precisa destes itens existenciais (por enquanto, até que se tornem adultas e percam as células gustativas da vida e comecem a necessitar de fantasias novamente como já estou comentando)...
O ser humano acha que: ficou adulto = ficou sábio.
Não é bemmmm isso.
Ficou adulto= tomou consciência do bem e do mal (ou pelo menos daquilo que se nomeia como bem e como mal). Mas não quer dizer (como diz Tolkien no seu Sobre Histórias de Fadas; Conrad) que adulto signifique mal por excelência, nem criança é pejorativo nem o contrário.
Enfim, sei que extrapolo nos tópicos, mas a verdade é que estou caoticamente retornando para mo meu lugar, minha caverna ideológica.
De lá colocarei o meu telescópio e analizarei as estrelas...
Uma hora ou outra eu encontro uma que brilhe diferente novamente...
Talvez... Ops...
Bom, talvez eu deva descansar um pouco antes de forçar as vistas outra vez.
Dormir um pouco no leito da melancolia existencial, e poetisar mais um pouco.
Lembrar que sou poeta de mil palavras, e não consigo viver o que prego cem porcento.
Serei meu médico quando não encontrar hospital.... (ou uma enfermeira pro meu coração)...
Serei meu poeta, quando não encontrar quem poetise sobre o sereno Luar para meu deleite...
Serei meu próprio pintor, quando não encontrar quem desenhe na areia o nosso coração entrelaçado...
Serei meu próprio cantor, quando não encontrar o voz que cantará uma canção que me faça lembrar que existe uma estrofe para "dois" cantarem juntos num dueto!
Num dueto de amor!

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