quinta-feira, 21 de agosto de 2008

LIBERDADE


Ultimamente está difícil até respirar. Não temos tempo para mais nada nesta vida!
As coisas todas estão muito corridas e, por mais que se queira, ou por mais que se tente alcançar o tempo perdido, num simples feriado, por exemplo, parece que nada adianta.
O fato é que corremos tanto e, de maneira tão "robótica", que acabamos por anestesiar nossos corações e, assim, deixando muito fraco (para não dizer apagado mesmo) o brilho do nosso espírito.
Hey! vivamos a vida tal como ela deve ser vivida, pô!
Mas "como ela deve ser vivida?" você pode perguntar...
Te confesso que, ultimamente nem mesmo eu sei (apesar de estar criticando aqui) he he...
Só posso afirmar que, por intuição, acho que a natureza já nos disponibiliza meios suficientes para nos equilibrarmos diante dos meios de sobrevivência os quais conhecemos desde quando nascemos e os meios de entretenimento (os quais preenchem os vazios existenciais que nos acometem vez ou outra).
O trabalho é algo que nos tira grande parte do tempo, para não dizer todo o nosso dia.
O que conseguimos para nós, são meras uma ou duas horinhas de almoço, e uma hora de intervalo entre a hora de se chegar do trabalho em casa e, o momento de ir para a faculdade (para nós, acadêmicos).
Sendo assim, penso que ficarei velho, e olharei para trás, afirmando que boa parte de minha existência foi praticamente uma viagem dentro de um furgão sem janelas... Onde, vez ou outra, o motorista (acaso?... Nós?... O próprio tempo?... ahh) nos mostrava a paisagem, só por uns segundos.
Então, o que se faz para conseguir equilibrar o tempo?
Não lembro se foi Sócrates ou Platão quem disse, mas foi algo relativo a: "se o homem não tiver, ainda que seja uma pequena parcela do seu dia dedicada ao ócio... então ele não pode se considerar livre!"

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