quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A Little Dream


Está vendo aquela lua lá na cúpula celeste?
Percebe que as lembranças marcam emocionalmente, profundamente nossas vidas?
Quantas estrelas assistem diariarmente cenas como aquela?!
Muitos e muitos astros devem comentar, todos os dias, uns com os outros, sobre como somos complicados.
Se há uma conclusão a que se pode chegar é a de que "NÃO" dá para entender certas coisas.
Tá, tá, eu sei que não dá para entender muito mais do que isso na vida.
Na verdade, as vezes penso que tudo que dizemos por aí não passa de meras especulações, ou talvez isso seja apenas uma característica de nossa espécie; assim como o cão que ladra, e come capim para sanar sua cólica, nós simplesmente pensamos, refletimos e, destacadamente, "criamos explicações para tudo".
Mas eu digo aquilo que sinto, além de somente o que penso. E se digo não gosto, é porque realmente não gosto. Inclusive tenho alguns problemas com certos defeitos meus, como por exemplo o ato de não querer provocar divergências com estranhos, acabando por aceitar certas coisas que, na presença de conhecidos, eu criticaria severamente.
Mostrar minhas reais emoções me é pesarosamente difícil, complicado, constrangedor.
Por que?
Ah! não tenho explicação científica para este fenômeno humano. O que sei dizer é que comparo o ato de me mostrar emocionalmente ao ato de mostrar a própria nudez a alguém.
E quantos poetas já não o fizeram nesta terra?!
Dizer o que se sente, é como retirar a última peça de roupa e, prostrar-se nuamente, sem nada a ocultar diante de um indivíduo ou vários.
A parte que me constrange seria esta, ou seja, o fato de não poder fazer mais nada além disto, digo, esperar que todos façam o mesmo e, orar para que nem pensem em ficar vestidos enquanto me mato de vergonha em minha nudez (o que não deveria acontecer, digo, meu constrangimento). Enfim...
Olhando para meus dias, começo a retornar ao meu cotidiano lááááá dos tempos em que uma brisa preguiçosa de meio de tarde me tocava o rosto, enquanto bocejava sonolento, ao contemplar o passar dos ponteiros na parede.
Isto se parece com o retorno ao paraíso que não percebia.
Mas é óbvio que se estamos numa situação e, logo em seguida pioramos, ao retornar, relativamente dizendo, poderemos afirmar com convicta certeza de que estivéramos no paraíso antes, e que agora regressamos para ele... Deeeerrrrrrrr!
Blá!
Mas como é bom o tato humano! Não tenho recomendação melhor para o carinho.
Tudo o que precisamos, é de um afago, de uma reciprocidade táctil...
Isto é inegável, pois serve como um bálsamo, um tônico, um estimulante de serotonina hihiihih.
Para alguns tem mais, para outros menos importância. O que vale é o toque.
Este inverno está se passando... E como eu esperava que fosse especificamente da forma como eu esperava passar; ou seja, pintando meus desenhos que agora parecem que terão de permanecer apenas na fase de esboço.
É isso aí, fiz muitas coisas à lápis, e agora preciso de muito esforço para descer a caneta pra cima!
(nossa, que expressão controversa) ahahahahahah.
Bom, são 11:15, nada de mais para fazer no trampo (por enquanto), vou dar uma lida nas minhas linhas favoritas e, quem sabe ainda volte a escrever por hoje.
Sou uma pena emocional, o que me move são os sentimentos e emoções...
Sem elas, não há publicação verbal...
Não há poesia e muito menos artigos especulativos ou voláteis.
O que faz de mim ser Leandro Vieira, são minhas motivações existenciais, baseadas nos níveis de detalhamento propostos pelas circunstâncias em meus dias.
Sonhar....? É....
É por aí...
Vou sonhar por aqui...
A Little Dream...

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