quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Reflexão Existencial Momentânea


9:08 da manhã. Pálpebras que pesam aos olhos. Olhar perdido, enquanto se executa uma rotina, um ciclo cotidiano. Um cloridrato de Imipramina (auxiliar numa recuperação estressante) e, lá estão meus pensamentos novamente, fluindo, fluindo...
Você, ser humano, sabe muito bem, nós somos parte de algo maior. E este algo não nos considera, como disse Mr. Bitencourt num artigo, de acordo com "nossas" perspectivas idiossincráticas; ou seja, não nos julga, não nos vê, não nos admira com a "mesma" forma pela qual admiramos, julgamos, repreendemos, contemplamos e, acima de tudo isso, "Amamos" uns aos outros.
Acreditar que a suprema forma de perspectiva lá de cima seja "idêntica" à nossa, ou seja, a imperfeita forma humana de ver as coisas, seria o mesmo que voltar a ser criança (não querendo tornar pejorativo o termo criança, me perdoem).
O fato é que somos mesquinhos ao ponto de atribuirmos até nos céus as nossas marcas imperfeitas.
Colocamos comparações, alegorias (e BOTA alegoria na bagaça aí), metáforas, enfim, tudo egocentricamente, egoisticamente ao nosso modo de ser.
Pare! Olhe! Pense! Reflita!
As vezes, não é por sua causa (e talvez de nenhuma planta) que chove, mas chove porque a água cumpriu a última etapa (aparentemente) de seu ciclo existencial, pelo menos aqui na terra.
Isto leva a refletir sobre o fato de que, antes, não havia vida na terra, porque não havia circunstância propícia à vida, e, à partir de um dado fenômeno(s), ocorreram as sínteses biológicas.
Por isso nenhuma planta deveria cobrar das nuvens a chuva! Ou quase nem agradecê-las.
Nasceram gratuitamente, e por esta nenhuma nuvem lhe deve satisfações, caso desapareça.
Mas e "nossa" nuvem, qual foi, qual era e qual é?
Será que deveríamos comparar?
Claro, é absurdo especular, então... apenas vivemos nesta idéia (ainda lambusada de mitologia).
Claro, eu amo a mitologia, porque ela revela boa parte daquilo que somos.
Numa postagem anterior, pareci rude para com "elas", mas gostaria de justificar aqui, que, se puder me especializar (após os quatro anos de Letras), será num estudo aprofundado das mitologias: Greca-Romana, Latina, e Principalmente as Nórdicas e Escandinavas (Ah! tem as Egípcias também).
Bom, grande parte do nosso planeta vive movido a dinheiro, e isto não se pode negar.
O problema é que é muito grande a massa que vive nas sombras da ganância, da cobiça e da falta de senso espiritual.
Pô! seria tão legal se houvesse maior entendimento entre os seres humanos.
Começo a pensar que a razão em nossas cabeças não nos diferencia "tanto" dos outros seres vivos.
Ué! se for para haver divergência cultural, capaz de gerar guerras (as vezes de cunho religioso, as vezes político, as vezes mesmo ideológico etc), se for para haver brigas violentas em relação a qualquer coisa em nossa vida, uai sô! que diferença se vê entre nós e os animais?
Eles também possuem esse tipo de coisa. Aliás, a única coisa na qual eles brigam, é no que concerne a território, raça, e necessidade biológica de sobrevivência.
Isto me deprime quando paro pra pensar a respeito.
Se todos soubessem utilizar a razão, esta espada sagrada concebida pelo Deus supremo, o homem não precisaria correr atrás de fazer a lição de casa para ganhar o paraíso no céu...
Não precisaria criar picuinhas ideológicas para se justificar como melhor que o outro...
Contudo, é alarmante o que aparenta ser o nosso destino futuramente...
Se continuarmos assim, poderemos ser considerados suicidas e assassinos ao mesmo tempo!
Assassinos de "Gaia" e suicidas em série (risos).
Ai ai

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