quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Um desejo Azulado nas Areias


Ah! como o Luar paira sereno por sobre o gramado...
Lá do alto, a Lua sorri para mim...
Mas estou tentando me esconder de seu brilho, seu olhar...
Por não conseguir desculpas para minha expressão...
Não conseguiria encará-la esta noite...
Oh! Lua de tantos poetas...
Astro de tantas inspirações...
Me perdoe o pesar em meu peito, se não consigo nem explicar como vivo, caminhando por aí.
Dias que se passam... Dias que se vão... E aqui eu sento à orla dum penhasco...
Meditando nos dias que vi, que vejo e que verei (ou não verei, após a idade me levar)...
Disco de prata na cúpula azul escura...
Quem sabe um dia eu me esqueça da estrofe que eu mesmo compus...
Ou quem sabe eu consiga baixar o mastro desta bandeira, deste.... deste...
Ah! o vento golpeia severamente este napo!
Balança sem parar... Como se meu navio já estivesse novamente zarpando...
Mas espere um minuto Oh! Luar! Eu não disse nada...
O que um poeta faz senão lamentar?
Acaso conheces um poeta são de coração?
Acaso já vistes algum poeta serenamente feliz?!
Ah! descobri minha felicidade primária; estava em minha saúde corporal!
Mas o tempo de comemorar nem bem se passou, e meu espírito me lembrou de sua existência!
Ahhh! de fato faltava uma coisa!...
Mil perdões meu caro amigo! Mil perdões! Eu te peço que me aguarde recompor o fôlego por um instante!
Ah! se uma Fada aparecesse agora... E me concedesse apenas um desejo...
Eu pediria as areias...
Ah!... As areias... e o profundo azul...
De um infinito oceano...

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