sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Devaneio


Em verdade vos digo, meus irmãos: "Aquele que quer ser uma estrela, deve viver de explosões internas!" Assim grita o filósofo, o poeta, o artista dentro de mim... Sou L.

Mas havá suaves mãos que se estenderão para mim?...
Haveria o conforto de um abraço para o meu trêmulo corpo?...

Oh! Zaratustra! Profeta do saber e das indignações existenciais...
Agora entendo tua sina... Teu caminho... Tua tristeza... e o teu amor por tudo isto que nos circunda!
Agora entendo que é assim como os espíritos livres (teria hoje me tornado um deles?) sentem o pesar do "Grande Despertar".
Para viver a vida é necessário abandonar (por um tempo) a própria vida, e, de lá de cima, após a Grande Escalada individual, contemplá-la novamente, para poder perceber toda a sua pequenez, sua mediocridade biológica em si; e poder ousar dizer o quanto estávamos equivocados filosoficamente.
Pois a todo segundo um relógio se quebra no pulso de alguém. E em alguns momentos, alguns imploram para que seus ponteiros permaneçam parados por toda a eternidade!

Oh! vida de caçador. Vida de viajante. Vida de poeta errante.
Onde está o pecado original?
Pensar?
Agir?
Não! poupem-me disso!!! Quero um conto de fadas sobre este manto que se estende por debaixo das nossas percepções (apesar serem imperceptíveis, ainda "sabemos" de sua existência).
E quem sabe um dia possa eu compreender aquilo que senti à noite. Quando um calafrio assaltou meu espírito, e fez estremecer meu corpo.
Por isto ainda ouso perguntar: Algúem aí me acompanhará?
Quem poderá conversar comigo?

Oh! lua...
Astro que jamais nos abandona. Olhando para este céu caótico eu perguntou novamente: Onde está?...
Por onde caminham as respostas que tanto anseio obter?
Tu, ó astro de brilho emprestado, que tens observado a terra de teu reservado trono em nosso espaço, nosso céu; concedido pelo Criador dos astros... Aquele que provavelmente vê nas fagulhas luminosas uma obra de arte (e eu também concordo com Ele)...
Responda-me depressa...
Por que as vezes dói aqui em meu peito, quando olho para os lados, e nada encontro de semelhante a minha alma?!
Por que me deprimo tanto, ao observar o céu noturno... Quando uma mera estrela cadente risca o manto azul escuro rapidamente...
Naquele momento faço o meu pedido, sobre o meu sonho...
E me pergunto se o presente pelo qual espero me será concedido pelo próprio presente!
Sim! Pois foi a ele próprio que pedi sua própria dádiva, sua essência, seu Eu.
Aquela recompensa por ter completado mais uma volta em torno do senhor das chamas e da luz, ou seja, nossa estrela o Sol!

Oh! querida... Diga onde posso repousar meus compulsivos e cansados pés.
Preciso tomar fôlego antes da próxima jornada. Para adentrar o calabouço dos enigmas novamente. E quem sabe viajar para o labirinto do Minotauro.
Sim! Eu derrotarei o maldito monstro com minha espada!!!
Afiada na pedra da certeza... Lutarei contra os Sete mistérios de minha sina...
E trarei Excalibur.... Glamdring, Andúril e Ferroada comigo!

Odin!
Como estou com sono!
O que é isto?
Daqui pra frente o que sai é puro devaneio...
Hey! não falo nada...
Quem pensa que és... Pra não saber?!

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