segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Alvo


Talvez pensamento seja conseqüência da natural "potência" intelectual dos cérebros humanos (uns mais, outros menos pensantes); isto é, nossa idiossincrasia perante qualquer outro ser vivo na terra.

Sobre errar?!
Bom, o advérbio conscientemente já prediz que há uma base ideológica em cima de "outra" ideologia pregada "antes", ou seja, demonstra algo que já fora [num momento anterior] idealizado como "correto", para assim, o indivíduo agir corretamente e, "consciente" da causa das próprias ações (tidas como corretas).
Sendo desta forma, dizer que ajo conscientemente correto, é dizer que estou de acordo com os ditames ideológicos pregados a mim, e "aceitos" por mim.
É óbvio que é assim.
A pergunta é: "O que é correto conscientemente?"...
Mas isto tem múltiplo sentido. Vejamos:
1 - O que é "conscientemente" correto = na perspectiva de quem conhece a lei pregada em seu meio social e a segue fielmente.
2 - O que é correto conscientemente = na perspectiva de quem sabe o que causa ou não o mal em todos os sentidos em relação ao próximo (beber demasiadamente, fumar, ser viciado em qualquer tipo de coisa, etc).

Já a idéia de "crença", é uma coisa espetacularmente interessante.
Visto que, devido a sua existência, surgem protocolos, dilemas, guerras, atitudes, modos de agir diferentes, culturas, linhas de raciocínio etc.
E nos vemos perdidos em meio a tantas delas (e diferentes entre si).
Uma crença significa que o indivíduo enxerga o mundo ( e a existência metafísica) através das lentes daquilo que ele "crê".
Eu vejo que o mundo é imenso, sublimemente inacreditável, louco, harmonioso, caótico, colorido, desfalcado, destruidor, construidor, é TUDO e... ao mesmo tempo, inexplicável a um mero ser humano que nem faz idéia do que aconteceu ou o que sempre ocorre por aqui.
Por isto creio que, Deus tem propósitos inexplicáveis às nossas mentes.
Simples = pois ele é DEUS e pronto.
Sua existência consiste em ser quem ele "é", ou melhor, em ser o que ele significa com a denominação Deus.
Fomos nós quem nomeamos tudo na terra.
Nomes são coisas interessantes também... Mas daria uma longa conversa só sobre filologia e etmologia clássica ou arcaica.
Enfim, crença é particular, e é coletivo...
É um produto do meio, e é um produto do indivíduo.
Você nasce, aprende com seus pais a sua crença, independente se o que eles ensinam não tem a ver com crença alguma... Isto será a sua crença (até você crescer e descobrir uma que melhor se enquandre a você... ou não).
Os porquês de nós acreditarmos nas coisas que acreditamos é o maior mistério.
Mas talvez não seja uma questão de explicar.
Cremos quando "sentimos" algo maior que as palavras, algo subjetivo, um torpor de razão que mistifica tudo, que harmoniza nossas almas com o cosmos infinito.
Ficamos dotados da "certeza-absoluta" do que "é" e ponto.
E é ótimo.
Deus sabe o que faz, e sei que, a casca de minhas ideologias (que são mutáveis por serem frutos de reflexões profundas ou aleatórias), não abala a polpa do meu maior ideal:
Deus tem propósitos com a existência, dos quais ninguém poderá dizer NADA.
Nem um anjo do céu, nem o próprio filho encarnado...
Não...
Somente Deus sabe.

Errar?
Hey!
Por acaso isto é humano?!
Claro que é.
Somos seres históricos. E errar significa não ser perfeito.
Perfeito vem de "totalmente acabado", "feito por inteiro".
E NÃO somos perfeitos nem a pau.
Bom, errar é como uma música...
Se fosse computadorizada, que "graça" teria tocar um som no rádio?!
O mel da coisa, o "belo" é o equívoco (no bom sentido), a aleatoriedade sonora, o "orgânico" da questão, entende?!
Sejamos assim também, "mais orgânicos" como um solo de violino.
Você não precisa ser um arquivo MIDI (sons de video-game computadorizados e sem dinâmica musical).
Tenhamos mais flexibilidade na cintura das nossas idéias. Mas não é por mal.
Não é para sairmos pelados pelas ruas gritando loucuras...
Nosso objetivo é fazer a vontade de Deus, quando ele nos deu a decisão de guiarmos nossas vidas através das nossas reflexões mais profundamente simples.
"Seguindo a Lei D'ele" tudo se esclarece em minha mente.
E posso louvá-lo por ele ser tão infinitamente majestoso...
Tão infinitamente complexo de tão simples!
E nós, olhando para "a esquerda"... enquanto ele apenas sorri, como pai que espera o filho encontrar "onde" ele escondeu o relógio de bolso, numa brincadeira entre família.
Mas é claro que ele fica triste quando o filho cai, tropeça, apenas fazendo parte da brincadeira...
Ele quer ir até lá, onde houve equívocos (frutos das imperfeições humanas)...
Mas...
Não seria Deus se intervisse de maneira a não deixar nossa "essência" agir...
Nosso livre-arbítrio.
E por livre e espontânea vontade, amo Deus, e amo você.

L.
Para sempre.

Nenhum comentário: