quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vivendo e Aprendendo com a Vida


Para tudo nesta vida há um tempo específico. Há, como nas Escrituras Sagradas é comentado, tempo de plantar e tempo de colher, tempo de alegrar e tempo de sofrer. Tempo de subir, e tempo de descer.
Sendo assim, não há como não compreender que esta vida é completa...
Bom, pelo menos não para aquele que quiser se envolver em todas as (sadias) possibilidades existenciais de se caminhar por ai.
Hoje foi meu quarto dia de aula no colégio onde estou estagiando (como professor de música).
Agora posso dizer com certeza: ensinar é mais aprender que qualquer outra coisa.
O professor possui uma significação (e função) ultra importante na vida de qualquer um que já tenha passado por uma escola na vida.
Na verdade, todos os que educam e ensinam são os mais importantes na vida de quem é educado e ensinado.
Isto é evidente, pois nossas experiências com o mundo fora da escola dependem (em termos de satisfação e praticidade) da "forma"como fomos educados por nossos professores, em sentido geral.
Uma pessoa mal educada, por exemplo, não consegue um bom (e satisfatório) desempenho no cotidiano. As demais pessoas ao redor perceberão a "diferença" educacional de um indivíduo logo que sentirem os sinais evidentes em sua "contuta" social.
Tudo o que aprendemos influi em nossos dias como pessoas, uns para com os outros.
Ao lecionar, independente de minha matéria educativa ser música (que é algo dinâmicamente recreativo por natureza), estou percebendo como é entrar em sala de aula. Como é conviver com crianças (que literalmente são = o nosso futuro). Como é passar algo que se sabe, se preocupando com os "meios" de se ensinar.
Tudo faz parte de um processo flexível de aprendizado, tanto para eles quanto para mim.
Na verdade sei que estou aprendendo muito mais que eles, pois estou tendo de criar uma metodologia, reaprender (de maneira simples) teoria musical, relembrar, e relembrar o que é ser criança; ah! e sem falar que estou vendo como seria minha experiência como pai, pois o professor, de um modo ou de outro, é como um segundo pai (ou mãe) para o aluno.
Estou pegando o jeito, a cada dia. Com cada aluno. A sua maneira peculiar de agir, os seus modos de se comportar perante uma chamada de atenção; tudo é bagagem para mim.
Estou adorando isso tudo.
E, creio estar me dinamizando como pessoa para um futuro melhor para meus filhos e para com as pessoas em geral ao meu redor.
Há uma infinidade de coisas que se poderia abordar sobre o que é ser educador, professor, etc.
Mas aqui me limito a relatar a minha primeira experiência como tal.
E, se posso adiantar, com meros quatro dias de aula = é magnífico ser professor.
O estresse que se passa é criativo, é dinâmico, pois, na medida certa, e sabendo "contemplá-lo", você pode crescer sempre com isto.
Estresse é um ponto de inércia, onde a coisa se dobra, tensiona-se e, cobra mudança.
A gente se vê obrigado a mudar certos conceitos e formas de agir para se adaptar a um ambiente novo.
Sei que estarei me cansando muito com tudo isto, mas digo e vejo como algo que faz parte do que preciso para crescer.
Meu objetivo como homem, diante de Deus, é crescer.
Olhar para trás e, contemplar um grande castelo, que construirei para eu e minha princesa morarmos.
Preciso disto, preciso viver e mudar constantemente.
Peço a Deus que faça a manutenção em meu coração e espírito.
Por isto, como alguém que leva o carro ou algum equipamento para revisão numa assessoria técnica, também levarei (sempre) o meu coração e espírito para manutenção e revisão diante de Deus, à cada culto que prestar a Ele, a cada vez que me debruçar e prostrar diante do Seu altar.
Minhas faltas eu quero queimar diante Dele, e que Ele me abençoe com a Força necessária para seguir caminho, confiante da Sua Presença e Bênção.
Amor no coração, e força de vontade para brilhar, como uma das milhares de estrelas que Ele colocou de enfeite no manto celeste.
Sim! eu quero ser, Senhor, como uma das Tuas Estrelas Cintilantes!
Pois quero que o brilho da Fé esteja comigo... e o calor do amor por Ti também.
É vivendo e aprendendo que se deve ser vivida a vida.

Vivamos num amor perante a existência, como filhos deixados no parquinho, até que o Pai volte para nos levar.
Cuidado com os "brinquedos"... Eles por si só não são perigosos, mas, "mal" administrados durante este recreio existencial, podem ser letalmente fatais!

Amemo-nos em Cristo, e em nós.

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