domingo, 14 de junho de 2009

Ele


O que eu posso dizer
Se é único
Como o orvalho em cada folha
Aumentando até escorregar suavemente...
Posso eu querer mais que isso
Ó pensar?!
Ó musa dentre as estrelas da cúpula escura?!
Pois a cada brisa, um silencioso sorriso ansioso
E o fragmento de um ontem que insiste em meus ombros
Como poeira que se apega à roupa
Ah! o tempo nos persegue!
Mas talvez haja como fugir do bendito!
(Sonhando?!)...
Ó devaneio da madrugada
Sou poeta de mil e uma palavras
Preciso dizer o que sinto
Preciso dizer que não minto
Preciso ser compreendido
Atendido
Socorrido
Esclarecido
Aquecido!

Sentindo tudo isso logo paro e penso mais um pouco em mim...
E...
Tocando meu violão
Tocando minhas teclas
Teclando um poema...
Um pensamento... que seja!
Vou compondo minha teia...
E teiando minha rede espero pegar não "moscas"
Mas sim, uma linda borboleta
Azul de opala...
Azul safira...
Naturalmente sagrada!
Pois em minha teia jaz toda minha essência química...
E que ela volite na direção que a sorte traçar...
E que seja da sorte propósito ocasional ser "aqui", nesta teia
Não a armadilha para insetos
Mas um grito de quem quer contato!
Pois esta teia não gruda...
Ela só se prende nas asas que quiserem ficar dependuradas ali
Descansando de tanto borboletear...
E que seja assim...
Ó ondas que escorrem
Janelas que se abrem suavemente
O que pescrutam?!
Só Ele sabe!
Mas Ele é meu amigo, meu Senhor...
... Me dirá se devo sorrir... ou manter a compostura...
Ele sabe!
Ele sabe!
....
Só Ele!
E nós!

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