quarta-feira, 3 de junho de 2009

Realismo Poético


Hoje minhas lágrimas falaram por mim por um segundo...
De repente, diante das prateleiras empoeiradas de velhos livros...
Um sentimento de angústia entorpeceu a minha visão ao minar as primeiras gotas...
Num instante lacrimoso perguntei-me a mim mesmo:
O que sou eu para viver assim?
Chorando?!
Onde estão os meus propósitos?
O que eu quero afinal?
Amor?
Onde está o amor da minha vida?!
Por que estou tão desesperado em encontrá-lo assim?!
Aliás, ele existe mesmo?!
As vezes penso que sou um tipo único no mundo.
Talvez o seja (talvez "com certeza" o seja, já que ninguém é igual a ninguém 100% neh)...
Mas... independente disso tudo, quero encontrar o repouso para o meu coração.
É só isso e pronto. Basta descansar ao fazer o que se tem que fazer (entende isso?!)
Descansar, pra mim, seria trabalhar naquilo para o que fui feito ferramenta.
Suponho que a felicidade de uma chave de fenda seja apertar ou desapertar parafusos, já que este é o propósito existencial para o qual ela fora designada ao ser feita.
Se Deus nos fez como ferramentas (decerto para o serviço espiritual da salvação dos caídos homens da terra) específicas em suas funções teológicas, então, cabe a cada um procurar encontrar qual a sua "Utilidade Prática" dentro dessa esfera (a do propósito Divino).
Talvez seja por isto que me sinto tão triste e abatido as vezes, quando sinto uma angústia por não ter com quem desabafar de verdade; abraçar de verdade; beijar de verdade; dizer eu te amo, de verdade... etc...
Só quero fundir-me à outra metade que sinto faltar em mim.
Preciso de um apoio para os meus pés, e anseio por ser o apoio dos pés deste próprio ser que me apoia.
Assim, numa reciprocidade equivalente, relativamente complexa e completa, viver a dois.
Quero encontrar-me em mim mesmo.
Viver por mim e por alguém.
Dedicar os meus talentos e viver a vida num profundo mergulho interior, e trazendo do fundo deste oceano de possibilidades filosóficas, tesouros há muito esquecidos pela humanidade...
Ou quem sabe apenas colher uma pérola para enfeitar o colar de minha princesa?!...
Que venha a princesa da minha vida.
Conquistar meu ser por inteiro, e que não seja fruto de uma imaginação poética e romântica, mas que seja fruto de um realismo prazerosamente poético.
hehe

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