sexta-feira, 19 de junho de 2009

Rosa Cálida


Eis que [finalmente] a Primavera deixa de sentir os resquícios invernais
Invernos coracionais...
Como poeira que se dissipa na brisa que carrega as folhas secas das lembranças
Assim também carrega meus pesadelos ideológicos
E leva embora meus amargos anseios
Submergendo-me numa apetência por dias vindouros
Rumo a um futuro promissor de belas matizes emocionais
... Alegria!
Não mais tantas perguntas no ar...
Mas afirmações concretamente felizes!
Cante uma canção
Bata palmas coração!
Olhe:
Eis o inverno partindo de nossos peitos recém cicatrizados!
Logo após a cirurgia feita pelo abençoado acaso em nossos ventres românticos
Estamos internados na UTI dum noutro!
Dê um acorde...
Que nota é esta?
É o acorde do amor, querida...
Princesa das minhas poesias...
Venha viver...
Toque, sinta, respire profundamente, e saboerie o que é possível:
Acalento conjugal...
Sinônimo de "felicidade romântica"!...
Meu coração cirou asas neste devaneio...
Mas o amarrei num barbante, para soltá-lo tal qual papagaio no céu de meus ideais...
Assim sei que não perderei este sonho nas nuvens...
Estamos entrelaçados na existência...
Bemvinda, ó serena, ó pequena musa em meu vasto templo de mármore...
O céu canta...
Se a inoência de um beijo resplandece tal qual alvorecer de um lindo dia!
Rosa cálida brotada no jardim do meu interior!
Venha dançar, eu estou convidando...

Um comentário:

K. disse...

Dancemos juntos! Qual é a nota? Um suave C9.
My dear!
É exatamente assim como me sinto: na aurora da primavera.
O dedicado poeta cuida de sua musa qual o jardineiro de sua rosa; faz-se assim a criação de um novo e belo jardim, o nosso.