terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mácula Onírica


As luzes vespertinas desta terça-feira inebriam meus sentidos
Enquanto semicerro os punhos numa tentativa húmida de esquecer que inflama minha garganta!
E os corcéis ideológicos de meus sonhos saltando...
Ah!
O gosto da relva em sua fragrância onírica...
Os portos cinzentos me chamam...
A floresta negra...
Os Ents...
E uma cama desarrumada acena para mim lá do quarto...
Outro dia que nasce num cinza de pequena enfermidade...
Os raios solares brilham lá fora
Solapam sob as copas das árvores...
O inverno passeia indiferente a tudo pelas ruas...
Enquanto reflito sobre quem sou e quem tenho sido ultimamente
Ah...
Não importa tanto!
O medo de sucumbir num leito de morte ideológica...
Nada faz sentido se não estiveres aqui comigo, oh sereno anjo que traz os sonhos!
Traga a essência de minha infância já adormecida com os anos...
E brote em meu coração a figueira dos sonhos mais inocentes...
Horizontes que farão estes pés caminharem convictos!
Mãos que se elevam para o alto...
Na tentativa de agarrar as nuvens abstratas...
Rosas num jardim cálido...
Espinhos invisíveis aos homens...
Ouro na polpa dos frutos de um maculado coração!

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