quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Para o Oeste


Onde canta o suave vento?
Onde paira a serena brisa?
Onde voa a astuta águia?
Esta arte que harmoniza?

O que sinto em meu peito flutua
O que temo não digo à toa
Se em gozo relego a dor
Onde a arte em mim ecoa

O que sinto em suma é castigo
Ser artista é ser imortal
Carregar o temor do infinito
Esquecer-se dum mundo astral

O que temo é não ter morada
Flutuar com vazio em meu peito
Mas se o riso de mim se faz farto
Onde encontrarei o meu leito?

Do amor tenho duas estrelas
São teus olhos, ó minha princesa!
O presente que tenho e não largo
Nossa chama pra sempre acesa!

Onde habita o canto da aurora...
Despertando em minh'alma o amor
Vou contigo adiante sem medo
Vamos juntos seja aonde for!

Para o Oeste...
Junto ao Nascer e o Pôr do Sol...
Chorando-Sorrindo...
Para sempre, até o crepúsculo da Essência nos deixar partir...
À Aurora Onírica de nossos espíritos!
Os portos estão a esperar
Nossos barcos já vão partir
É sereno e tão belo o Luar
O paraíso há de vir!
Venha o amor dos amores!
Luz das Luzes!

Nenhum comentário: