domingo, 27 de setembro de 2009

Deixa


Ah! como seria esplêndido
Se ao menos as deixas eu tivesse
E assim o script em prática eu pusesse!
Talvez a dor em meu peito não viria assim...

Se tivesse a ponta de um barbante
Acenando para mim...
Daria um nó com o que trago no bolso
Emendaria-se as linhas do destino

Mas pareço pombo no telhado
Sozinho vendo a chuva respingar-se
A cada gota
Uma razão, uma emoção
Um sentir-se pó

Se tivesse as deixas que imagino
Talvez as cenas fossem mais e mais...
Do jeito como pensei que seriam
E assim de mel minha noite lambuzar-se-ia

Sonhos que temos...
Coisas que vemos...
O leito da estrada sinuosa dos devaneios...
Viramos poeira no cosmos

Ah!...
Deixa...
Minha Deixa eu espero...
Tenho tantas performances...
Ensaiadas desde que me entendo poeta!

Deixas...
Deixas...
Tu deixas a deixa deixada...
Deixa!
...

2 comentários:

Carol Ayfus disse...

"E nada vai deixar de ser como sempre foi."

não sei pq escrevi isso.. mas fiquei com vontade! hehehehhe

e eu publiquei o texto que vc pediu e vc nem foi lah comentar neh covarde?!

VerTuNo disse...

Eu não entrei ainda cabeça!!!