quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Id.lóquios


Um quarto
Uma janela
Uma porta
Móveis... inertes, indiferentes
Estático momento de solilóquios...
Uma palavra a dizer?!
Talvez...
Quem sabe uma toalha seca, a pouco húmida, simbolize bem...
Água é lembrança de amor...
Toalha é coração!
Insosso pensar, sentir...
Almejos?!...
Lampejos oníricos flutuando pela consciência
Fragmentos...
Peças de quebra-cabeça ideológico espalhadas pelo chão dos pensares
Vírus?!
Não!
É o tempo...
É o passar do tempo, apenas
Ele é assim
Para cada um, por quem ele passa, traz uma sensação diferente
Alguns ele envelhece antes do tempo
A outros traz o saber que rejuvenesce o espírito e o coração
A outros, ainda, entorpece de alegria... Mas a esses ele não dá muita atenção...
Escolhe vez ou outra dar tal privilégio onírico a alguns

Um quarto desguarnecido de...
Tinta...
De música...
E a música?
Ela existe num violão preto
As vezes até salta ansiosa daquelas velhas cordas de nylon
Mas a janela do quarto, sempre aberta, deixa escapar a doce melodia
Vai-se embora a canção nostálgica...
Acenando para meu peito que, indiferente, apenas contempla
Como se mesmo aquilo já não mais fizesse diferença para o cantor
Pois agora ele apenas vive!
E viver é, aqui, o necessário apenas!

Da montanha das preciosas pedras
Uma Esmeralda ele quer lapidar

Nenhum comentário: