terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Cochilar de uma Musa


Oh minha branda Primavera
Não sou digno de pedir-te
Que mais tempo permaneças cá comigo
Mesmo que meu peito por ti espere a eternidade viver
Como cometas que viajam pelo espaço sem parar...
Vou seguindo o trem azul das nossas Letras

Oh serena...
Não sou senhor sequer de mim mesmo
Para ordenar que de meu próprio pomar brote nova flor
E desta vingue novo fruto
Mas quero ter este doce de teus lábios
Como numa verdadeira fonte de bálsamo e mel
Ah! doces lábios!
Doces beijos e suaves afagos.
Carinhos mil.
O cochilar de uma musa...
No colo que amenamente toca-lhe a face...
Sonhando por um segundo que se está num olimpo coracional
Enquanto a ampulheta deixa cair sua areia fina

Ele espera os dias passarem...
Para viver assim, como Judeu que tem um poço a seu dispor
Para quando a sede em si tocar...
Ir buscar o que beber, doce água.

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