terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Amor em Si

O amor é o sentimento que, por natureza e por essência, eleva o ser humano a uma "boa" perspectiva existencial. E este "boa" (aspeado) significa simplesmente o ápice da bem-aventurança que pode acontecer a um ser humano. Falar de/em amor é falar de vida plena. Este é o maior sentimento do coração. Sem este sentir não há sentido para nós, humanos, vivermos nossas jornadas. Somos seres pensantes, que constroem ideologias, que correm atrás de coisas abstratas e concretas durante nossa estada aqui na terra.
E por que falo, neste capítulo de "O Canto do Vento", de amor?
Falo porque é sobre este sentimento que pautei minha felicidade agora.
Não está no conhecimento científico que tenho e que ainda posso ter das coisas da vida, mas no amor que tenho pela existência e pelas coisas que a compõem.
Outrora estive encarcerado pelo império das dúvidas filosóficas. Das ansiedades mundanas que acometem nossos corações quando corremos atrás de coisas materiais, ao buscarmos, na verdade, preenchimento espiritual.
No final tudo não passa de uma questão de "discernimento" das coisas.
Veja, por exemplo, o fato de termos sede.
Pergunto então qual o mais importante para o organismo ao sentirmos tal necessidade:
Água ou Coca-Cola?
Muitas vezes, por uma questão de irreflexão, optamos por uma boa latinha deste refrigerante cheio de substâncias artificialmente alteradas para conservação do produto por tempo prolongado. E na verdade deveríamos optar pelo que é apenas necessário para o corpo.
É a nossa mente quem faz esta equívoca decisão de desviar para aquilo que "achamos" mais legal, prazeroso, gostoso, enfim, algo que idealizamos sem pensar na verdadeira importância para o organismo.
Assim também é o amor em nossas vidas. As vezes achamos estar amando de verdade, quando no fim das contas estamos equivocados em nossas conclusões próprias a respeito do nosso sentimento.
É quando entramos em sintonia com uma pessoa de sexo oposto que a "confusão conclusiva" pode vir à tona em nossos corações (ludibriados por uma má consciência dos fatos).
Se me dou bem num diálogo com determinada garota, amiga, logo concluo (após analisar sua beleza externa também) ser ela meu par perfeito.
Isto é uma questão muito relativa e complexa de se tratar.
As vezes sentimos que estamos apaixonados por determinada pessoa apenas por termos bom contato discursivo, verbal com a pessoa.
Mas é óbvio que não podemos negar que um bom par conjugal "PRECISA" desta sintonia equalizada na relação. O ponto em questão é o tal do "discernimento" situacional geral da coisa.
Bom, só passei pelo tema da relação para ressaltar sobre o amor, e sobre o discernimento em si mesmo.
Importante é agora ressaltar também a importância de se exercitar o amor em nossos corações.
Não é de agora que uma pessoa com o coração puro possui tal sentimento pelo mundo. Ela precisou, com certeza, de um determinado tempo para adquirir tal habilidade, digamos de passagem. O amor é um sentimento de "valores". É uma nova perspectiva de vida para o indivíduo. Não pense você que é uma paixão coracional. Não. Não é por ai. O amor é uma atitude ideal, um direcionamento de vida, uma posição existencial que se doa pelo bem maior da coisa em si.
É amando que se perdoa (não se esquece a ofensa, mas ela é perdoada e, por isso, não é utilizada mais contra o ofensor numa próxima ofensa).
É amando que encontraremos doação uns pelos outros.
Mas hoje senti uma alegria estranha ao meu espírito. Era como se minhas palavras saltassem de minha boca automaticamente, fluentemente. Sentia uma sintonia comigo mesmo.
No seminário de Teoria da Literatura II da professora Elmita, senti fluência e confiança no que dizia sobre a narrativa de Câmera (na tipologia de Norman Friedman).
Estranho mas legal!
Sim. Ao sair de casa, fui ter com o Santíssimo por uns minutinhos, e até verti lágrimas por uma série de coisas que vieram em meu pensamento naquele instante.
Enfim, hoje foi um dia (apesar da gripezinha que me abraçou) feliz!
Fluente!
Inteligente!
Marcante!
Amante!
Só faltou um beijo específico...
Mas tudo bem...
É a vida!
Cada dia tem sua característica específica...
Sua marca registrada...
Sua cor emocional, filosófica, teológica, enfim...
A vida é perfeita para quem encontrou-se com o Amor verdadeiro.
Este amor existe para TODOS, pois vem como um brinde do DNA, em nossos corações.
Mas muitos se esquecem de procurar utilizá-lo, e devido a isto perdem a "fluência amorosa" perfeita que poderiam ter.
Bom, é isso ai leitores. Sou assim agora.
Jesus Cristo se tornou, novamente, após muitos anos, meu modelo de vida, de amor, de consciência, de TUDO.
E quem quiser a receita, converse comigo depois.
"Se você não sabe aonde a vida mora, preste atenção que eu vou te ensinar agora..."



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