terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amor = Contrastes em Bela-Harmonia!


Muitas vezes o que torna bela uma pintura é o contraste de suas diferentes combinações coloríficas.
Assim também, o que torna sublime uma boa poesia são suas rimas de palavras com classes diferentes entre si. As chamadas rimas ricas.
Pensando nisto e, contemplando com serena simpatia coracional os exemplos dados logo a cima, quero eu que também nossas diferenças pessoais sejam como as disparidades entre as cores de um lindo quadro!
Porque assim terá sentido pleno a nossa união, em nome do almejado Amor verdadeiro!
Sim!
Amor verdadeiro não é "só paixão". Mas também não é só amizade, tampouco é uma relação de concordância racional em se estar junto de...
Em meu ver, contemplo, como no exempo inicial deste texto, o amor como uma questão de filosofar-se a si próprio perante as situações sociais, humanas.
Por que filosofar-se?
Simples: se você não questionar-se a si próprio, ou seja, não procurar resolver seus próprios conflitos (internos ou externos), acabará como a massa da humanidade não-reflexiva = em Desgramera Power!
Esta massa da população mundial acaba por cair num abismo de frustrações causadas justamente pela falta de reflexão pessoal.
O que imagino ser o mais adequado para se obter harmonia na vida a dois é a busca do "entender-se" como ser que possui necessidades compreensivas - tanto no ato de perdoar ou compreender a outrem, como ter o direito de ser perdoado e compreendido também.
O que isto quer dizer?
Significa que você precisa de perdão e também de dar o seu perdão.
Você e eu precisamos de compreensão um da parte do outro.
E isto é lindo, se analisado pelos olhos da Filosofia.
O que ocorre na maioria das vezes é uma irreflexão que dá lugar ao emocional (que toma 100% do volante da consciência), causando mal-estar existencial social perante o par.
Por esta e outras razões, optei (idiossincraticamente ou não) por seguir refletindo a vida em cada passo que eu der. Em cada detalhe que me acontecer. Em cada situação em geral.
E, em se tratando de namoro, contemplar as discrepâncias psicológicas-idiossincráticas do parceiro(a) como se estivesse contemplando os contrastes entre as cores de uma Bela obra de arte é uma atitude/conclusão (confesso, custosa a se conquistar) sublime!!!

Então, mudando o estilo dissertativo-filosófico para um gênero um pouco mais poético, dirijo a minha amada Karine, a Princesa dos meus dias atuais, estas palavras:

"Seja inverno ou verão,
Não importa a estação...
Convivamos nossas dores...
Alegrias e Temores...
Nossos sonhos como são:

Qual esboços
de milagres,
Não longínquos,
perto estão!
Temos muito pela frente,
E não há por quê parar...
Mesmo tendo mil horrores,
Transpassados de terrores
E do dia já cansados...
Temos que continuar: lutando, não frustrados!

Pois esta é a razão de viver que temos!

E...
Da última pétala que o orvalho em gota se derramar
Do último suspiro que o verão por sobre nós soprar
Mesmo no deserto escaldante que desanima a visão
Ainda que a Gaivota Branca não cante a chegada do Verão
Nas tuas diferenças,
Em tuas disparidades ideológicas,
Em teus problemas próprios,
Junto aos meus empecilhos,
Sigamos...
Como dois anjos que perderam, cada um, uma de suas asas
Buscando o horizonte que esconde a nossa Ponte Bifrost...
O Arco-Íris que conduz ao Céu...
Nossa Asgard por nós está a esperar...
Minha Princesa Esmeráldica...
Com nossas asas combinadas podemos alcançar!
Dois anjos buscando o Céu...
Enxugando lágrimas...
Curando feridas...
Abraçando-se num longo beijo...
Tirando o fôlego antes usado para soluçar pelos cantos...
Não há mais que reclamar a companhia de ninguém!
Nós...
J...
K...
L...
JKL!
Tudo podemos, se não nos esquecermos de em QUEM podemos!




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