terça-feira, 24 de novembro de 2009

Após a Chuva


Oh Serena!
Oh Doce e Amena...
Que lindo par são teus olhos a me olhar
E quando da mesma cara queres imitar
Expressão de dúvida - proposital - em mim por ti (que retribui teatralmente em igual)
Que lindo brilho, quando simplesmente assim:
Nada a dizer, apenas SIM!
Um elo de amor...
Puerilidade no ar...
Uma gargalhada desconcertada e descontrolada
Por não ter o que falar!
Estranho isto, mas divertido também!
As vezes somos assim, meio bobos
Adolescentes de mesma idade, quando sorrindo
Pois nosso sorrir é pueril, é jovial, quando desprendido do mundo adulto:
Deveres... Afazeres... Desprazeres!
Mas quando em desconcerto conjugal:
A lacuna verbal... Virtual... Sensual...
O que há?
Somos assim:
As vezes meigos
As vezes leigos
As vezes somos tudo e nada
Somos dois babacas no tempo que se passa por sobre nós
Mas a cima de tudo somos amantes aprendendo a amar!
Somos humanos aprendendendo a se humanizar!
Homem e Mulher aprendendo a se compartilhar...
Imperfeitos...
Perfeitos quando em Deus coligados...
Quando orando por dias melhores...
E por soluções para os problemas existenciais!
Mas tu és assim, Oh pequena:
Minha musinha que às vezes não sabe bem o que faz...
Ou o que quer...
Talvez o tempo o dirá...
Talvez o acaso...
Talvez a vida...
Quem sabe o Amor, quem sabe a Dor...
Mas a jornada continua para todos nós...
E não há tempo para fechar os olhos para as realidades
Rosas há nos jardins
Colhamo-nas!!!
Espinhos poderão nos picar:
Cortemo-los!

Dá-me um beijo sereno...
Leve..
Suave...
Lento...
Reflexivo...
Que seja assim como o saborear do puro Vinho!
Vem... isto é amar de mansinho!
Sejas menina-mulher!
E aprenda consigo mesma, o que o Amor quer!
De ti, de mim, e de nós dois!
Viva...
Comente...
Mas, a cima de tudo:
Não te cales jamais!
Não espere por mim para dizer tua fala do script...
Se a minha fala eu esquecer...
Pule-a e adianta-te no tempo...
Nosso tempo!

Nosso arco-íris é assim...
Só nasce após a chuva!
E sempre assim o será!
Após... a... Chuva!

Um comentário:

K. disse...

A chuva sempre nos deixa meio atados durante. Nos assusta (com eventuais catástrofes) no final.
Ou simplesmente nos alegra ao ver que no dia seguinte as sementinhas já estão brotando.