quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Diário de Bordo Coracional


Até mesmo nas semelhanças, nas compatibilidades, somos diferentes!
Se olhamos para o mesmo ponto no céu, vemos matizes e nuances diferentes de azul entre si.
Isso é intrigante em um homem e uma mulher. Mas talvez seja um erro procurar pelo par sexualmente oposto que seja completamente compatível. Há coisas que não mudarão só porque estamos no século vinte e um, ou na era da tecnologia.
A verdade é que homens e mulheres sempre acreditaram em utopias amorosas desde os primórdios da humanidade.
O próprio Adão, primeiro homem da face da terra, sentiu em seu coração que Eva seria sua alma gêmea, no entanto ela causou um problemão na epopéia Divina que Deus estava escrevendo ao dar ouvidos à serpente e comer do fruto proibido.
Pensando nisso, refleti e cheguei à conclusão de que não há um par compatível no sentido ideológico.
O máximo que conseguimos são detalhes que iludem a mente e o coração.
Com você, meu amor, minha Karine, é diferente.
Nossa relação provavelmente causará um casamento morno (no sentido de "ausência" de brigas banais), sem o fogo da paixão (o que para mim às vezes é motivo de profunda decepção coracional, mas temporária quando lembro do que acabei de dizer sobre o "morno"), nossa relação gerará (se tudo ocorrer bem) filhos calmos e inteligentes (ou talvez completamente opostos a esta idéia)...
Há um véu de incompatibilidade ideológica invisível entre a gente que indica que jamais sairá de entre nós.
Mas apesar deste véu, o que nos liga parece ser algo superior. E teremos sim, nossa casa, nossa família, nossos apetrechos ideológicos etc...
Tudo isso me é previsível desde já...
Mas cabe a Deus concretizar cada ideal!
Amo-te, minha princesa, como nunca amei ninguém: justamente por ser assim, da água para o ar.

2 comentários:

K. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
K. disse...

O que você chama de "morno", eu chamo de harmônico. Em se tratando de música (e dando o contexto de vida) os acordes dissonantes são necessários, MAS NÃO MUUITO FREQUENTES. Amor, não haveria a mínima graça se tivessemos tooodos os ideais iguais: não cresceríamos nem maravilharíamo-nos um com o outro nas diferenças constantes. É, de fato, uma pena você "querer" uma relação mais turbulenta (se sente "atraído" ou "excitado" com tal situação?). Penso que uma relação a dois não precisa de discussões calorosas frequentemente para render noites quentes, afinal, que (em Deus) reine a paz; segundo Sun Tzu, o único objetivo da guerra é a paz, por que haveríamos de tê-la sem motivo? Inventar discórdia para render brigas e em uma delas perder a cabeça e dizer adeus? Eu não gosto de brigas (é perda de tempo: veja o Joelton e a Ane, aquele seu amigo da SND e, neste último caso, a paixão é taaanta que... deu no que deu: ERRADO)- principalmente por mesquinharias -, se você as acha algo "bom", talvez seja melhor dar uma repensada no conceito. Toda vez que acontece um "ataque de ciúmes" pode até ser que fique tudo mais vigoroso depois, mas isso causa uma dor infernal, eu me sinto muito, mas MUITO mal na hora. Considerando que eu me controlo o mááááximo possível pra não jogar tudo para o alto (esse é o primeiro impulso, e também o mais forte, "martelante"), cada vez é pior (e exige mais do meu auto-controle), porque uma decisão tomada por mim dificilmente é revogada se tiver muuuitas premissas (pode custar meu sangue, mas eu mantenho o que foi dito). E eu não quero ser "só" a mulher com quem você pretende se casar; seria de imensa valia se me fosse dito - e comprovado com vivacidade - que também sou "o amor de sua vida". Amor, estou com você porque EU TE AMO muitooo. Não fosse por isso e na primeira "derrapada" eu teria escapado pela tangente, voado por sobre o barranco e jamais voltaria - não como amante.