quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O tempo


O tempo vai passando enquanto aqui permaneço
Sentado ao gramado, devaneando enquanto movimentam-se os ponteiros...
Sinto como se pudesse tocar aquelas nuvens flutuantes
Naquele céu profundamente azul: ele inebria-me os sentidos!
Pois os sonhos são feitos de azul: do céu ao mar!
Você percebe que está ficando velho, quando entende o movimento destes ponteiros empoeirados.
E passa a sentir a vida como quando sentimos a paisagem do lado de fora das janelas de um trem em viagem: passagem... apenas passagem.
Sim, estamos aqui por mera passagem.
Um dia não mais estaremos neste palco.
O amor é um condutor de calor: calor humano.
Vivemos por e para ele?!
Depende.
A vida se passa depressa para aqueles que a amam.
E o fogo que queima neste peito, reclama o tempo que não diminui a marcha
Assim seguimos todos nós...
A natureza nos ensina a como caminhar a vida:
A flexibilidade das águas...
A energia e empolgação do fogo...
A rigidez e firmeza da terra...
A destreza do vento...
Enfim...
Sejamos como tais elementos: harmoniosamente harmônicos.
Formemos um belo acorde, entre dissonâncias e assonâncias.
Criemos o grande estribilho que tocará fundo nos corações.

3 comentários:

K. disse...

;)

Carol disse...

Tá bom!!! um dia eu escrevo bonito assim também!! deixa!!!

K. disse...

Sim, o tempo qual vento voa
Qual ave o canto entoa
Dança e balança nossos dias
Façamos dele bom proveito
"Casa-se comigo?"
Você pede e eu aceito
Uma orquestra sinfônica
Não uma paixão platônica
Assim somos: eu, você e o tempo
Nós ora parados, ora correndo
Ele? Sempre voando.
Voando.
Sintamos a brisa de suas asas no ócio dos dias e façamos uma obra de arte com o vento dos anos arrastados suaves e fugindo um pouco dos planos.