terça-feira, 23 de março de 2010

Lente dell'anima


A brisa que a mais serena face toca não pode despertar o mesmo sentir no mais rancoroso semblante. Tão óbvio isto se faz perante a existência das faces humanas; pois necessária é a saúde afetiva dos homens. A mais profunda e tocante canção que os mais aguçados ouvidos acaricia já não é a mesma música para os cansados e estressados ouvidos nos quais rui como torrente de ruídos tão irritantes. Esta é a lente da existência! É a lupa que os fatores da vida amplia ou diminui. Mas nunca igual para todos. Sempre diferente! Por isso a brisa pode ser fresca... Ou gelidamente desagradável. Pode ser que você entenda a vida... Ou talvez vague errante pelos cantos da humanidade. Pode ser que compreenda o sentido dos sonhos dos homens... Ou talvez se engane a vida toda! As lentes que compõem nossas perspectivas existenciais são TUDO o que importa.

3 comentários:

K. disse...

Profundo e real.

K. disse...

Nada como os dizeres "barroco-romanticos" desse meu amor... As lentes... Delas, escolhi um foco um tanto neoclassico somado ao autruismo. Ta ai! Simples e amoroso... Afinal: "nao ha amor maior que aquele que se doa por um amigo".

Leandro Vieira disse...

Hehehe... difícil me enquadrar numa escola... sou todas e nenhuma!
Respiro um momento aqui...
E no mesmo fôlego, expiro outro momento literário em forma expressivo-poética.