quarta-feira, 3 de março de 2010

Novas Táticas Existenciais


Acho que descobri uma grande pedra de toque para o meu problema - diga-se de passagem, atual.
Na verdade, creio tratar-se apenas de uma questão de "auto-conscientização interior" sobre uma possível-grande-causa para minha crise existencial contemporânea.
Com isto quero dizer que, ao acabar de fazer um balanço geral sobre o meu ser psicológico, tomei certas decisões que, ao que tudo indica, farão grande diferença em minha psique de agora em diante.
Mas para dizer qual foi a decisão tomada é necessário, antes de tudo, explicar como cheguei a ela:

Por natureza sou uma pessoa ansiosa. E isso é sempre evidente em minha idiossincrasia social. Onde quer que eu esteja, meus pensamentos "sempre" estão ansiosos por alguma coisa.
É como se a "lenta de meu motor vital" fosse um tanto acelerada de fábrica, entende?!
Bom, fora isso, o que posso dizer mais é que gosto de apreciar as coisas da vida como um fumante que traga o néctar de seus cigarros. E isso significa que aprecio viver "intensamente" cada momento, como se não deixasse nenhum deles escapar; mas não seria totalmente como o fumante, que só sente o prazer da nicotina nos momentos em que se retira para fumar, pois sim em TODOS os instantes em que me encontro consciente de estar vivo e respirando.
Ou seja, vivo "tragando" a existência que me circunda. É um "viver compulsivamente a vida".
Assim é o Leandro, "viciado" em viver; o Pensador, como alguns dizem.
Sim, pensador, porque gosto de refletir a vida o tempo inteiro, e nunca encontrei momento indigno de uma boa reflexão [póetica ou não].
Por natureza gosto de apreciar a Sabedoria que os homens e mulheres já alcançaram e expuseram por ai nas páginas a fora. Gostaria muito de poder fazer parte dessa turma citada, e, se possível, alguém que não só ficou para a história por dizer algo sábio ou belo, mas também que contribuiu para o aperfeiçoamento humano, espiritualmente, psicologicamente ou num todo em geral.
Bem, é mais ou menos isso ai o que sou para mim mesmo. E, sabendo que sou ansioso, a tendência de pessoas ansiosas é adquirir atos de compulsão (talvez para tentar sanar as ansiedades ou seus episódios de assalto psíquico), isto é, vícios ou "tapa-buracos" interiores.
Um de meus mais evidentes vícios está no comprar. Mas não um 'comprar qualquer coisa'. Gosto mesmo é de comprar LIVROS! E ai jaz o cerne da questão "rixa-existencial" pessoal minha.
Sim, pois quando compro livros, no fundo no fundo gostaria mesmo é de me sentir bem comigo mesmo. Então, meu interior pede que eu adquira alguma obra que contenha um assunto relativo a uma busca pessoal de minha parte. E ai encontro uma ansiedade ainda maior que a de tentar tapar o buraco que ela mesma causou: pois o assunto do livro pode perturbar-me o espírito!
Então, sobre tais compras, resolvi "queimar" (literalmente queimar) tudo o que já adquiri (por doação ou não) em termos de livros ou quaisquer objetos que visavam "tapar os buracos" causados por assaltos de ansiedades. Ou melhor, livros que não defendiam a Fé Cristã, mais especificamente falando. Livros que buscavam apenas o próprio interesse e não os de Deus.
E acho este "ritual" um evento santo em minha vida. Agora posso respirar e dizer que não preciso duvidar do que tenho em mãos, pois já não o tenho mais.
Se um livro vem confundir a minha psique com questões existenciais estranhas, olho para ele, e, se contradizer o que eu preciso crer para ser "salvo" deste mundo insano: queimo!
Queimo e não passo para ninguém, pois não quero transmitir um vírus que causou uma doença em meu espírito a outrem, podendo causar o mesmo neste próximo também.
Sendo assim, descubro a cada dia como manejar meu próprio ser - talvez o "conhece-te a ti mesmo" esteja funcionando agora.
Obrigado Sócrates, se esta fora a tua genuína intenção.
Mas é a Cristo que devo agradecer por primeiro; porque foi antes de tudo Ele quem educou meu espírito, coração e psique!
Então, nós devemos mudar nossas táticas existenciais quando sentimos nosso peito comprimir-se.
É isso ai!
Mudar o foco, deixar de bater contra a muralha do fracasso, algo que só causará desgosto e perda de tempo.

3 comentários:

SoLrAc MeTaLL disse...

Nossa, eu compreendo o que fez, e sei o quanto difícil seria em outra situação! Mas compreendi!

K. disse...

Amo-oooooooooooooor!!! perdoe-me pela inconveniencia, mas quais livros voce queimou?

VerTuNo disse...

Até agora: O Anti-Cristo, do Nietzsche, A História do Graal, de Laurence...
E o Livro dos Espíritos, que ganhei uma vez de uma amiga da minha mãe (quando buscava respostas pela vida agnóstica).