sexta-feira, 19 de março de 2010

Papo Clínico


"Leandro, o saber, em determinadas circunstâncias, traz tristezas e insatisfações. Veja o médico por exemplo: será que ele é mais feliz que o índio que, em sua cultura primitiva, trata seus problemas com soluções absolutamente simples e de seu próprio meio? Será que é mais feliz que o camponês que trata as dores de barriga com ervas do campo? Pois ele (o médico) já sabe aonde um tumor levará determinada vida que se encontra em suas mãos" - Dr. Edjair Plaza.

As pessoas mais emotivas e "sensitivas" são as que mais sofrem nesta vida! E não era pra ser diferente. Nós, os ansiosos de plantão, sofremos antes do tempo. Pensamos demais sobre pequenas coisas. Vejo minha vida como se eu fosse uma esponja que absorve a tudo o que encontra pela frente. E não devo ser totalmente assim. É preciso mesclar entre o que se deve absorver e o que se deve repelir deste mundo.
Andei lendo demais por um tempo; e por isso cheguei a transbordar de emoções. E talvez, imagino, por não ter escrito assim como estive lendo, tenha acontecido tudo aquilo comigo.
Mas não só de coisas ruins andei transbordando: tive lá minhas pérolas também.
O problem é que, para cada bênção obtive uma maldição e, com isso, tudo se acabou numa confusão que nem mesmo eu compreendi no que deu.
É assim que aconteceu.
Agora preciso de um "registro" (qual o de torneira) emo-racional.
Ai sim, com o "controle" das coisas do interior, poderei frear-me a mim mesmo.
O auto-conhecimento é a pérola da vida. E principalmente os pensadores é que necessitam ainda mais destes registros.

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