quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pujança

Há não muito tempo atrás
Indiferente estava o Poeta
E o Vento em silêncio ficava
E a Musa triste perguntava "por quê?"...
Há não muito tempo, ele normal se afirmava
Dizia-se natural... Fluído
Deixando vazio o leito de repouso de sua Musa:
E ela tinha sede...

Mas há não muito tempo atrás
Diferente o Poeta ficou
Recebeu do destino uma troca
Pois outro rumo a história tomou
E o Poeta ficou sozinho
Sem Musa para beijar
Tomou então sua pena
E começou a escrivinhar

Agora sente como é profundo
E o calor que vem de dentro
Percebe o quanto ama sua Musa
Que antes dizia ser indiferente
Há não muito tempo atrás
O Poeta se encontra gamado

Por amores nela deitado
Pensando em compensar meras falhas
Buscando beijar com façanha...
Tirar do olho o cisco da saudade...
Num doce...
Profundo...
Pusilânime...
Pujante...
BEIJO!

E dizer:
Eu (realmente) Te Amo!

Um comentário:

K. disse...

Há não muito tempo atrás
Sensível renasceu o Poeta
O Vento agora canta
E a alegria da Musa completa.