terça-feira, 6 de abril de 2010

Imaginar... por "enquanto"

É tão bom ter alguém para amar em específico. Para abraçar e beijar sem medo nem receio. Alguém para chamar de "meu bem", "meu amor", "minha flor". Ter alguém assim é muito bom.
Poder contemplar nos olhos um do outro o brilho de um "olá", ou a nostalgia que já se antecede mesmo no momento em que ainda se diz "até mais".
Ter alguém assim é magnífico para quem quer um par. Só não é legal quando se tem que "imaginar" tudo isso à distância.
Imaginar como está o nosso amor, que não pode conviver junto, é um pesar à alma. E fica só a imaginação.
Quando não sabemos como a nossa outra metade está...
Quando não fazemos ideia de com quem está a se acompanhar. Se está em boas mãos. Se está protegida etc.

Aqui jaz o cavaleiro que tem sua princesa em um reino distante do seu. E ''lá'' é onde sua espada não tem alcance. E se sua melhor arma não alcança, o que o guerreiro deveria fazer? Pois somente quem não se importa é que não falaria nada. Mas ele ouve dizer que se encontra numa fria...
Qual degustador que recebe informação direta do cozinheiro de que o vinho está envenenado!?!? O que ele faz?... Continua a brindar assim mesmo?!
Sim... Ele vai continuar.

"Mas como é chato quando o assíduo leitor tem seu livro emprestado para outrem que â distância se mantém. E não pode saber como estão as páginas cuidadas. Como está"...
A dúvida é o corrosivo da alma deste leitor...
De um cavaleiro às vezes melancólico.

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