sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pergunta de Amor

Psicólogos fazem perguntas. Essa é a essência do trabalho deles. Precisam "colher" informações preciosas para que uma boa terapia psicológica aconteça. Acho que todo mundo deveria dar uma de psicólogo para viver melhor informado sobre o próximo.
Aliás tudo na vida humana depende de informações. Você precisa dar informação até para os não-humanos: os computadores.
Experimente comprar sem fornecer o número do cartão de crédito ou dados pessoais pela interntet: impossível!
Sendo assim, é possível concluir que fazer perguntas, entre nós humanos, é um bom método de colheita de informações para que o sistema, no geral, funcione.
No amor não será nada diferente disso. O namorado, ou marido, precisa fazer perguntas direcionadas para extrair o necessário para compreender sua namorada, ou esposa.
E quando falo em fazer perguntas estou me referindo à "busca pela compreensão alheia".
Compreender é magnífico. Você melhora em 100% da relação quando entende e compreende seu (ou sua) parceiro(a).
Compreender é não fazer pouco caso de certos atributos idiossincráticos na personalidade do par. É levar em consideração TUDO o que o compõe, e abranger TUDO quando quiser conversar sobre determinado assunto.
Um assunto interessante (e fundamental) na relação, para início de conversa, é perguntar sobre as coisas que "mais" agradam e as que "mais" desagradam no parceiro(a). Mas isso é óbvio e até na obra do Dr. Gary o assunto já ficou bem claro. O problema, no entanto, é que mesmo sendo "cognoscível" por todos nós parceiros estas questões amorosas, nos alienamos e deixamos a correnteza dos dias nos levar. Ficamos à deriva das circunstâncias, das situações. Isto é o que causa a maioria dos desconfortos conjugais. E é a pura verdade.

Bom, agora que falei da importância de questionar - não ofensivamente, mas dinamicamente - a relação, vou deixar minhas dúvidas em letras:
Meu amor, que deveria eu fazer ou deixar de fazer para que a tua (talvez) perturbação coracional se dissipasse no ar?
O que (em mim) te faz triste ou irada, furiosa, ou talvez desgostosa da vida amorosa?
Vamos fazer nossa lista, como sugeria Dr. Gary na obra e nos testemunhos daqueles casais. Quem sabe não descobriremos ainda mais pérolas sobre o nosso romance eterno!
Façamos um conjunto de dez coisas que eu amo em você. E logo em seguida dez coisas que eu não gosto em ti. Quem sabe poderemos descobrir um novo olhar sobre nós. Mas é arriscado fazer sem pensar. Devemos levar mais na esportiva que na seriedade por enquanto. Afinal, não somos adultos em termos matrimoniais, e nem matrimoniados ainda, por isso, vamos brincar de investigar e analisar um ao outro. Será algo dinâmico - sempre - em nossas vidas. Pois desde antes já comentávamos sobre a ciência do Amor. Sermos cientistas e investigadores um do outro. Analistas do coração alheio. Poetas particulares. Médicos da nossa própria alma amorosa. Não permitamos que nada nem ninguém interfira nesta sina, neste amor, nesta circunstância existencial na qual nos encontramos. Vivamos o amor que Deus nos deu até a última gota d'água que bebermos. Até o último milímetro cúbico de oxigênio que respirarmos. Até o último átomo de alimento que ingerirmos. Até o fim...
Pois EU TE AMO!

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