quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vislumbres



Quando vou para o trabalho, todos os dias, sempre passo por uma certa avenida e contemplo aquela esquina...
Ah!... e que saudades - pelo que significa pra mim.
Outras vezes, numa ruazinha próxima dali mesmo, aquela Capela...
Ah! a Capela!
Sabe, aquela me dá nostalgia. Pois foi lá que tudo começou. E de lá eu me lembro bem.
Num grupo de jovens. Numa noite qualquer. Quando se esperava buscar a Deus um pouco mais.
Quando se esperava encontra aconchego e paz...
Então me apareceu...
Vestido de branco, cabelos cacheados como os de uma princesa de contos de fadas...
...E lá estava meu Anjo reluzente!
Ela!
Minha princesa querida.
A dedilhar suas cordas numa doce melodia... Buscando sensibilizar a todos...
Mas na verdade quem colhia mais que uma simples música era eu...
Embebido de fascínio...
Sorvendo não só das notas... mas da face serena de anjo...
Da delicadeza feminil que lhe pairava naquele instante, sentada aos pés do altar.
...
E eu sonhei!

Sonhei que deveria namorá-la...
Que deveria ser Ela a minha garota!
E que fôssemos juntos para casa, caminhando de mãos dadas...
E sonhei ingenuamente, como uma criança que não pensa nas possibilidades positivas nem negativas.
Pensei em tudo o que poderia fazer para me aproximar...
Mas...
Quem precisou de algo?
Deus o concedeu a mim:
"Vocês dois, vão para o lado de lá e se conversem... Pois vão participar da parte musical".
E eu: explodindo de felicidade por dentro. Gritando em silêncio um "noooooossa!"
Fiquei realmente estupefato com minha sina naquela noite. E dali em diante comecei a devanear sobre eu e aquele anjo de branco de cachos doirados.

Mas quem podia imaginar que tudo realmente era como estava se parecendo:
Estávamos num processo de união. Aproximação amorosa.
Estávamos mesmo!
E foi como aquelas coisas que a gente olha, imagina o quanto bom seria se acontecesse completamente como imaginanos (sabendo no fundo que não vai dar certo) mas que sucede de fato como não esperávamos!
E foi assim:
Hoje nos amamos... em TODOS os sentidos.
E podemos gozar disto.

Um comentário:

K. disse...

Que nostaaalgico, amor!!!!
Ah, se toda nostalgia tivesse um sabor de brisa com fagulhas de néctar...