segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ying...

Não entendo algumas coisas...
As vezes o que a gente pensa ser o ideal para se fazer não chega nem aos pés do que seria "funcional".
O que eu deveria pensar sobre isso?
Deveria eu golpear meu interior até ele ficar sonso o bastante para não interferir em minhas performances?
Deveria transpor as barreiras de meu ego... derrubar a muralha do orgulho?
O que eu deveria fazer?
É tão difícil quando se pensa demais sobre qualquer coisa.
Pensar não é nada ruim. Mas quando se pensa demais, você é tachado de "feminil".
O que seria isto afinal?
Aliás, acho que há muito do senso comum nisso tudo. O que a cultura de massa cristalizou no inconsciente coletivo já está transbordando quando questões idiossincrásicas entram em foco.
"Ah, mas você está parecendo com um (...)" e ai solta um estereótipo.
Creio realmente que o inconsciente coletivo entra em vigor nestes momentos.
Mas o que importa para mim é a realidade, a verdade filosófica. E não o que é automaticamente pensado pelo que está incrustado no sub da mente coletiva.
Não estou criticando nada...
Estou desabafando com o Vento...
E tudo o que ele sopra se transforma em Canto!
Será que tudo é melodia?
Tudo é música agora?!
Não sei...
Imagino tantas formas de se viver. Mas é justamente por haver tantas maneiras de ser que a gente se perde num emaranhado existencial.
E neste exato momento meu coração me apertou o peito. Fiquei assim. Pensativo. Sensitivo.
O que é este Ying que habita em mim?
Sou interno...
Sinto que há uma sombra dentro de mim...
Sombra que simboliza "pensar-sensitivo". Estou ligado aos mistérios ocultos.
Há sempre um significado místico no ar. Mas só os sensitivos conseguem perceber.
Não que isto seja algo que melhore o indivíduo em relação aos outros. É simplesmente o veio da madeira. A forma de ser. A característica que, possivelmente, tem lá a sua funcionalidade existencial.
Nós somos peças de um jogo de xadrez nesta vida. De alguma forma, cada um de nós possui uma função, um dom, uma missão, uma meta a cumprir.
Eu preciso estar atento...
Sempre atento...
Pois minha especialidade é sentir...
E fazer sentir...
Sou a água...
Flexível sentir...
Interna...
Silenciosa...
Volátil ao calor intenso das emoções...
Posso abstrair-me...
Qual poeta realmente...
Sou o Poeta que não precisa aprender a amar... Amo!
Sou a Metamorfose Ambulante que "compreende" seu significado, seu ser.
Não preciso de colírio... não preciso de óculos escuros.
Posso sentir o mundo mudar a cada segundo...
Posso sentir e sentir o mal que a maldade traz no ar...
Mas não importa...
Só quero fazer sentir, e sentir Bem.

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