segunda-feira, 31 de maio de 2010

Horizontes Sagrados

Da janela meus olhos contemplam o passar das cidades
Nenhuma delas conheço a não ser a Capital...
E de repente, entre montes e serras
Lá está, um bom e Santo lugar
Onde os sedentos de espiritualidade procuram o refrigério de seus espíritos
Um manso lugar
Onde a música é o sabor do ar
E a Palavra em toda parte está
Uma tarde e uma noite e...
Logo estou em outro lugar
Lá... onde os joelhos se dobram em promessas a pagar
Onde os mais humildes e perdidos buscam redenção
E alguns curiosos perpassam indiferentes à Verdade que deveriam aderir...
O mundo gira...
E com ele gira o tempo que passamos em momentos tão doces
Contemplando o horizonte ao longe
E os cimos dos montes mais distantes
Construções humanas
Mas em Deus focadas e por Ele motivadas!
E assim chega a hora de voltar...
Despedir-se do Santo Altar...
E da Santa Imagem...
Voltar...
Três sonhos entregues...
Coração reconfortado...
Preces suplicadas...
Velas acendidas...
E finalmente o regresso ao lar...
Doce lar...
E ao amor voltar, com um sorriso entre os lábios e um brilho no olhar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Flocos de Canção


Não cometa o pecado
De se esquecer de quem tu és

E do dom Divino recebido
:
Respirar!

Não se distraia um segundo sequer

Divagando sobre os pássaros no telhado

Ou as nuvens no manto azul do céu de opala

É sagrado este momento...

Pare, pense um pouco e...
Caminhe apenas!

Segure firme o teu coração

E com ambas as mãos, não permitas

Não permitas que ele caia no chão

E a todo tempo, procure manter firme na memória

Quem tu és

E do que precisas para caminhar feliz:


"
Amor"

E não permitas teus olhos se desviarem

Seguindo os Lampirídeos das distrações...

Apenas repousa a tua cabeça já cansada

E recline o teu espírito ao descanso do amor
Deixa-se levar pelo Vento

Ele canta...

E sussurra por ti uma canção

Doce canção de primavera

Trazendo o floco de neve que se atrasou em partir


D
aqui da janela poderei ver... A estrela cadente que te enviei...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Reflexão

Às vezes não entendemos por que pensamos como pensamos. Não conseguimos compreender a origem de algumas idéias ou reflexões (ou até conclusões) que nos vêm à mente de vez em quando.
A vida é cheia disso: você está num determinado momento do seu dia e, de repente, um pensamento lhe sobressai à cabeça e modifica completamente o seu estado de espírito, seu humor. É como se até aquele bendito ponto você estivesse bem (ou mal), e logo após tudo mudasse subitamente.
Na realidade isto é uma coisa comum entre nós seres humanos. Nossas vidas são recheadas de pensamentos e reflexões - boas ou ruins, valiosas ou desprezíveis.
Todo mundo sabe que nesta vida algumas coisas não dependem de nós para acontecerem ou não, como o destino de nossos dias ou até mesmo o clima de determinada data.
Isto frustra bastante quando se pensa em coisas que "deveriam" acontecer conosco em matéria de "sonhos". Quem não gostaria de realizar o que se idealiza?
Então ficamos divididos entre o que podemos e o que não podemos fazer para mudar as cores dos nossos dias.
Com certeza nossa vida é uma combinação disto: o que o seu livre-arbítrio pode fazer por você (ou não), e o que se tem que aceitar do livre-arbítrio das outras pessoas ou até dos fenômenos da natureza.
Como dito, isto frustra à medida que não soubermos ter jogo de cintura para com o mundo.
Então cabe a nós praticar uma boa dose filosófico-espiritual de exercícios interiores todos os dias. Quem sabe poderemos descobrir um método mais eficaz na árdua batalha entre o que se pode e o que se tem de aceitar pela vida.
Mas com certeza deve haver pontos positivos que equilibrem os nossos dias mais amargos. O amor é um ponto importantíssimo, por exemplo. Sem ele, com certeza tudo seria em vão.
"Só o amor vale tudo na vida", já dizia uma "canção de pai"; e por isso é necessário haver antagonistas das intempéries fatais do destino.
Acho que nesta vida todos somos como o Tolkien disse em seu ensaio sobre os contos de fadas: "todos somos subcriadores", e como tais, temos o dever de co-criar coisas bonitas e plausíveis de serem contempladas pelo menor olhar crítico-artístico de um anjo.
Nossas vidas são telas com um fundo já impresso de "fábrica" mas que precisa da nossa crucial participação artístico-criadora personalizada para cada tela. E no final, quem sabe, não mostraremos, uns para os outros, nossas telas já tingidas com as cores dos nosso dias aqui na terra.
Vivamos esta ideia com esperança de um mundo melhor. Foquemos o horizonte dos nossos maiores sonhos, e corramos atrás das latas de tinta específicas para a coloração das nossas telas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Fantasia, Escape e Consolo

O conto de fadas é um gênero literário que (infelizmente) é legado com ênfase às crianças. Ao lado de bonecas, carrinhos, ursinhos de pelúcia ou chocalhos, por exemplo, também junto destes os contos são assim colocados a par. Diz-se infelizmente porque na realidade não deveria ser assim. Tal arte fora antes uma cultura adulta com funções coletivas diversas.
Como salienta Tolkien, já se ouvira de críticos jocosos sobre contos que agradariam crianças de seis à sessenta anos, mas nunca se ouvira dizer de um carrinho de brinquedo que contivesse tal promessa inscrita na embalagem. E por que será? Por que os contos possuem esta flexibilidade de alcance?
Ainda na linha de raciocínio do autor inglês, os contos de fadas foram relegados ao público infantil assim como a mobília que não tem mais uso numa casa e que fica para a sala de recreação das crianças - pronta para ser tratada como bem quiserem.
O conto de fadas proveio de tradição oral, isto é, pais que contavam para filhos, bardos que narravam para ouvintes diversos em quaisquer tavernas onde se encontrassem.
Tolkien diz ainda que os contos possuem determinadas funções psicológicas para os seres humanos, e enfatiza que as crianças são as que precisam menos de tais funções que os adultos.
Esta observação muito contribui para a análise crítica sobre o padrão de direcionamento observado para os contos de fadas ultimamente. É no aspecto funcional que os contos encontram seu público alvo direcionado e, quebrando o senso comum, mostram que é nos adultos que estes precisam repousar literariamente - uma vez que fantasia, escape e consolo são coisas de que as crianças não precisam tanto quanto nós adultos.
E se é o adulto quem mais necessita de escape, por exemplo, por que direcionar um conto ao alvo infantil que se encontra suprido de escape em seu processo natural de desenvolvimento?
Se é o adulto o ser que se percebe em crise de realidade, é justamente este quem mais necessita de fantasia, e não a criança que já se encontra suprida por seus processos mentalmente naturais de crescimento.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Da individualidade ideológica

O Evangelho diz que é preciso estar sempre pronto a dar a razão da própria fé. É necessário estar preparado para justificar-se. Assim é possível construir a caminhada com alicerce sólido.
Infelizmente pessoas há que não estão preparadas para se justificar e muito menos interessadas em procurar compreender a própria fé que tem (se é que tem alguma).
Pessoas que acreditam apenas em si mesmas, em seus próprios conceitos sobre o que é a verdade, o bem, a moral, a vida em si.
É esse tipo de pessoas que torna a evangelização um tanto mais penosa e difícil. O sistema é impedido de ser tocado em frente com fluidez devido a obstrução causada por uma massa de pessoas estagnadas conceitualmente.
Acredito que é necessário aprender com os mais velhos, tanto pessoas como comunidades, históricas ou didáticas. Por isso a igreja é uma comunidade histórica, didática, colossal em termos filosóficos. Com ela podemos aprender várias coisas sobre a vida entre os seres humanos.
A igreja caminhou com a história da humanidade desde os tempos em que os primeiros escribas começavam a rabiscar as primeiras sílabas nos pergaminhos ou barro cozido.
Infelizmente, mais uma vez dizendo, há seres que se encontram estagnados por uma espécie de crença particular da vida. Conceitos pré-formulados a respeito de Deus, igreja, de mundo em geral. Essas pessoas se traduzem em indivíduos difíceis de lidar quando o assunto é "comunidade". Excluem-se da massa ideológica por motivos individualistas 'maquiados' de liberdade de ideais a respeito da existência.
Esta tal "liberdade" se traduz num subjetivismo desenfreado. Diria que tais seres proclamam suas particularidades como condição para conviver em comunidade. Independendo do que é partilhado intelectualmente e culturalmente. Traduzem-se em a-culturais por motivos diversos.

domingo, 23 de maio de 2010

Das coisas que já dissemos - Nostalgias

Das coisas que já dissemos
Tem umas pra recordar
Algumas são como o vento
Não vale a pena lembrar

Mas as palavras de amor
Que ditas só com carinho
Penetram fundo na alma
E lá fazem seu ninho


E assim...

Quero lembrar de ti, meu amor

E do dia em que te encontrei
De quando éramos estranhos a nós mesmos
E repentinamente fomos sendo introduzidos...
Um na vida do outro...
De vez em quando bate uma nostalgia daqueles momentos
Daquelas expectativas amorosas
E das vontades de logo dizer o que se queria
Por isso, das coisas que já dissemos
Algumas sempre é bom repetir novamente
E novamente que digo "Te Amo"
Quero ter você
E que nossa sigla seja nossa sina existencial futura:
♥JKL♥

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Poesia quântica

Acidentando-me no trânsito percebo
Que a vida é frágil e na rua mete medo
E que não importa o quanto nos cuidemos
Sempre haverá um momento em que perdemos:
Seja a vida, a paz, a rotina enfim...
Pois que a vida é frágil e breve...
Frágil e breve qual a vida de jasmim
Mas a Deus devemos preces, em louvor e agradecer
Pois por Ele damos Graças por compor neste viver
Nossas sinas de poemas...
Nossos medos de morrer...
Mas o belo enfeita o feio
E a aritmética da vida segue seu fluxo
Hora somando...
Hora subtraindo...
Hora multiplicando...
Hora dividindo...
É assim...
Mas o amor segue em frente
Sem nexo...
Assim como este texto...
Que se inicia com um objetivo
E termina sem o mesmo
Ao caos estelar da poesia...
Como o caos cósmico dos poemas...
Da arte...
Do jeito de compor-se...
Recompor-se...
E impor-se ao próprio ser!
Olha...
Poesia quântica...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Uma Esdrúxula Viagem


Ele estava apenas indo para o trabalho. Como sempre o fazia em todas as manhãs de segunda à sexta. Dobrando esquinas, pegando semáforos e avenidas. Era ele e sua motoneta. E naquela segunda-feira, como também de costume, rezava baixinho por dentro do capacete. Pedindo por um bom dia de trabalho, por uma bela e abençoada manhã, por paz. Lembrando-se de ter prometido viver até o dia em que se casaria com sua namorada, pedia também que durasse o espírito em seu corpo até a velhice, e que Deus o livrasse de quaisquer adversidades trágicas no trânsito que se seguia até o local de trabalho.
Mas o inevitável lhe ocorrera, num dado momento em que rezava, ao tentar ultrapassar uma Parati. Esta dobrara à esquerda no momento exato da ultrapassagem. Ele não imaginava tal conversão devido à ausência de sinalização pertinente à atitude do veículo. Foi um segundo e...
Crasch!
Lançava-se ao chão aquele piloto. Rolando pelo asfalto. Ralando-se todo. E parando estirado, mirando o céu. Braços abertos. A dor veio intensa ao ombro direito. A autora do tal acidente viera certificar-se de que estava tudo bem. E segundos após a ambulância já o estava levando para a Santa Casa da cidade.
Lá ele soube do que lhe havia acontecido de pior: uma fratura cravicular nível 2. Rompimento da ligadura.
A cirurgia demorou algumas horas para começar, mas às cinco e meia dera início.
E... aqui começa a viagem.

- Qual é o nome desta injeção?
- É Michael Jackson! Ha ha ha...
E assim a luz se apagou. O mundo virou de cabeça para baixo. E por um período tudo ficara em profundo silêncio.
De repente algo mudou. Uma nova dimensão se me apresentou. E parecia eu flutuar por sobre um mar de luz totalmente cândida. Mas não havia ainda consciência naquela pobre alma.
Meu self se limitava à uma pequena fagulha de consciência a vagar por um infinito cosmos tão brando quanto a luz de nosso astro rei.
E aquilo fora uma verdadeira viagem. Como um ser renascendo renovado. Era uma estranha sensação.

terça-feira, 11 de maio de 2010

***Oração***

Senhor,
Não permita que me escape
A vida!
Não permita que eu me esqueça
Do Amor!
Não permita que me falte
Razão!
Não permita que te siga
Sem Fé!
Não madrugue eu em festas
Sem ti!
Não permita que sozinho
Eu vá!
Pois contigo para sempre
Está:
O Amor, a Paz, a Razão, a Verdade, a Harmonia!

Paródia

Minha casa tem janelas
Onde vejo o sol entrar
Os pardais que aqui paredeiam
Não pardeiam como lá

Os meus livros tem mais páginas
Apostilas mais amores
As cortinas tem mais vida
Lá tem frutas, tem mais cores

Minha casa tem janelas
Onde vejo o sol entrar!

O Camelô da Verdade


Lá pelas bandas do noroeste do Paraná havia uma cidade chamada Paranavaí. Era um lugarzinho meio sem pé nem cabeça. Ali as pessoas pareciam não ter um objetivo definido em suas vidas. Andando pelo centro você teria a mesma sensação que um astro fora de órbita. Como se tudo não tivesse nada a ver com nada.
Não se tinha uma moda específica. Não havia um padrão de acontecimentos nem eventos. Era desse jeito, praticamente uma verdadeira física quântica.
Carros e motocicletas vagavam desnorteados pelas avenidas aos domingos e feriados - atrapalhando, por sinal, quem tinha um destino certo de chegada.
Uma cidade de uns noventa mil habitantes. Desestruturada geograficamente. Mal planejada urbanamente. Sem nenhum monumento histórico a não ser uma praça com uma xícara gigante bem no meio, onde você poderia (se funcionasse) vê-la com o chafariz ligado. Ou talvez você quisesse contemplar a reunião dos maconheiros locais fazendo banquete de baseados nos recantos embaixo das seringueiras da praça após as vinte e três horas.
Enfim, era um caos ideológico e cidadológico.
Certo dia, especificamente no centro da cidade, próximo ao banco do Brasil, um vendedor de tapetes vagava a vender suas mercadorias. A princípio não era nada além de mais um daqueles camelôs que viajam da Bahia até o Paraná (mais exatamente em Paranavaí) para fazer vendas em plena rua.
Sentou-se num banco ali próximo para descansar da extensa caminhada e acendeu seu cachimbo.
Um homem baixo, de estatura esguia, moreno, aparentando ter lá seus cinquenta anos, barba e cabelos por fazer.
Era por volta das duas horas da tarde.

Ode à Musa dos meus Dias


Oh! doce flor que os meus olhos acaricia
Qual orvalho matutino quero por tuas pétalas escorrer

E por entre o teu seio de amores passear... me perder!

Dos teus lábios o néctar mais doce provar

Da tua serena beleza degustar

Oh! doce flor...

Sê minha até o eterno retorno

Vivas de Sol

Vivas de Mel

Ah! tua beleza a ti é fiel!

Doces pétalas...
Vou tua beleza cultivar

Enquanto a poesia viver
Nos meus lábios tu estarás

Vou embalá-la em meu peito

E tua sina traçar...
Juntos pelo bosque ficaremos

Vendo a Lua a pernoitar!



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cogitação


"Ser professor é uma aventura constante" - disse-me uma professora do meu curso.
"Quero só ver como será esse negócio de dar aulas" - eu disse enquanto ela, a professora Maria Elisa (de literatura britânica), se encontrava perto de mim na minha sala.
"Ah! e não vai demorar muito" - respondeu-me ela. "Você verá só como é uma aventura".

Sabe, hoje começo a refletir um pouco mais pausadamente sobre minha vida atual. Quantas coisas já aconteceram. Quanta mudança. Quanta tempestade passada. Quantos sonhos construídos e que ainda esperam pela concretização.
Parece que foi ontem que ainda dizia "vou fazer vestibular e começar minha faculdade; não vejo a hora".
O tempo passou e hoje já me encontro no terceiro ano, o penúltimo de meus estudos superiores primariamente falando.
Olho para frente e vejo o horizonte. Imagino aquelas salas de aula. Oitava? Sétima? Primeiro ano? Terceirão? Qual será a aventura?
Que tipo de desafios encontrarei? Quais as maiores dificuldades "para mim"?
Que prazeres despertarão em meu ser...
Ensinar...
Ah... Ensinar!
Nunca me imaginei assim antes. Talvez um filósofo ou crítico. Mas agora é assim como devo visualizar meu futuro. Um educador. Um formador de mentes e opiniões. E posteriormente, quem sabe, um futuro Psicólogo clínico.
Mas tenho de organizar a minha vida primeiro. Preciso muito disto. Colocar as coisas em seus devidos lugares. Mensurar bem o meu tempo. Minha agenda. Minha cadeia de pensamentos e devaneios; enfim...
Depois de tudo isso é hora de pensar na futura família. Nos filhos. No futuro cachorro (Loki) e no futuro gato (Sméagol, hehe). Na relação com minha futura esposa.
Sabe, esses dias andei rabiscando a página de um bloquinho de notas inteirinha só com os nomes Alice e Sofia. Acho que Deus vai me abençoar com duas filhas no futuro, e gostaria que tivessem esses nomes, hehe.
Alice porque significa "A Verídica, Sincera", e Sofia porque vem de "Sabedoria".
Ambos os nomes provém do grego.
Então, assim fico pensando por aqui...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Refletindo sobre os Infiéis de Platão

Ontem fiquei um tanto abalado com um fato intrigante. Um antigo conhecido meu apareceu no local onde trabalho e, após eu cumprimentar uma amiga minha que passava e acenava à distância, pertuntou quem era a gatinha. Ao chamar-lhe a atenção pela brincadeira e pela sua idade e situação de casado (claro, eu estava brincando com ele de certa forma), este me contou ter sido mandado embora de casa pela mulher; e até mostrou-me o dedo anular sem aliança.
A princípio não acreditei nele. Pois sempre fora brincalhão e cheio das malandragens. Conheço sua família desde quando eu tinha 16 anos e não seria lógico uma separação conjugal dentro daquela.
Mas ocorreu.
Sua esposa teve uma discussão com ele acusando-o de traição.
Claro que negou tal atitude. Mas o fato é que este meu amigo decidiu ouvir os brados furiosos de sua esposa e saiu de casa.
Ao me narrar deste lamentável incidente ele confessou que ficara com uma "mulher", como sua esposa já suspeitava, mas enfatizando que com "garotas" ele realmente não saíra.
Mas poxa meu, de fato ele pisou na bola então!

Enquanto ouvia aquele testemunho infeliz, pensava em mim, em meus sonhos matrimoniais, em minhas metas para o futuro; e ficava cogitando"nossa, como pode um casamento vivo a tanto tempo desvanecer assim!?".
Então refleti sobre esta questão por um tempo e cheguei à conclusão de que somos nós que fazemos a história de nossas vidas.
E por mais óbvio que isto seja, deve ser repensado e ruminado sempre.
Se queremos fidelidade, devemos "determinar" com tudo em nós. Não podemos fraquejar por minúcias ou pormenores insignificantes.
Não é bom deixar pequenas coisas atrapalharem nosso modo de viver.
É preciso averiguar se tudo está em ordem, sempre, e cuidar bem.
Pois basta um cisco para que a visão se perturbe e faltemos com a visão.
E não devemos esquecer, JAMAIS, que pequenos furos AFUNDAM NAVIOS!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pegadinha


Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

[Clarice Lispector]

He he.... agora leia a verdade de baixo para cima!!!

"Não Deixe o Amor Passar"



Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

Regressões-Projeções


Mais uma manhã nasce
Outra vez estou aqui

Respirando profundamente

Pensando nas coisas que me circundam

E no orvalho cristalino por sobre a gramínea


O vento corta gélido por minha face

É dia cinco de maio

E mais uma vez estou no trabalho

Como sempre, faço minha pequena viagem
Uma jornada de motoneta até o local

E nas baixadas: o frio!

Penso em tudo isso e muito mais:

De repente vejo minha sala...

Meus professores...

Minhas matérias...

Meus afazeres acadêmicos

Tudo o que se relaciona com estudos

E de repente já estou a pensar sobre o meu amor

Minha princesa paira, suavemente por sobre os meus olhos

Sua doce imagem me vem à mente

E me lembro de quando ficamos deitados, juntinhos

E das disputas de cócegas antes do jantar
Lembro disso também
E fico contente ao ruminar tais coisas

Porque a vida é cheia de lembranças

E nós somos como castelos feitos com os tijolinhos das memórias

E é por isso que eu lembro dela

Porque assim me construo mais e mais forte para o futuro

Enquanto olho para trás
Isso se reflete à minha frente

Pois somos duas águias almejando alcançar o horizonte
Voando juntas, cada uma com sua própria asa

Mas na mesma direção

E um dia nossas penas se misturarão

E no razante da Fé, entregaremos nossa sina!

terça-feira, 4 de maio de 2010

**Oração II**


Senhor, quero agradecer
Dar graças por esta vida
Por tudo o que tenho vivido até hoje

Por todas as coisas boas, e ruins... (pois tudo compete ao aprendizado)

Quero Te louvar por Tudo e por todos

E por ter uma princesa em meu coração

Por tê-la trazido a mim como o sol traz a manhã de cada dia

Por tê-la feito minha companheira

E pelo Amor que temos vivido

Quero agradecer!

E logo após esta gratidão

Quero pedir perdão

Perdão por todas as vezes em que não fui eu mesmo

Quando fugi de minhas responsabilidades

Quando não disse a palavra certa (mesmo errando inconscientemente)
Quando faltei como homem,
Como estudante,

Como trabalhador,

Como filho,
Como namorado,

Como ser humano!

Perdão, Oh! meu Senhor!

Mas em seguida quero Te louvar

Quero bendizer o Teu Santo Nome

Pois Tu, Senhor, és digno de Todo Louvor

Toda honra e de Toda Glória

Que a terra inteira proclame o Vosso Nome

Que os mais ímpios reconheçam a Tua face na existência

Que a Tua mão repouse sobre o leito do oprimido

E que a Tua Voz se erga em prol dos indefesos

Senhor, que a Tua Luz ilumine o caminho de todos nós

Nós que Te procuramos dia e noite

Nós que vivemos por aqui

Sofrendo as mazelas da existência

Tentando acertar na vida

Buscando compreender nossa jornada

Buscando agradar-Te e ao mesmo tempo sermos felizes

(Mas que felicidade há, Senhor, senão fazer a Tua Vontade?!)

Que liberdade há, Oh! Pai, senão estar debaixo das Tuas asas,
onde podemos ser nós mesmos: Filhos de Deus?!
Senhor, por tudo, quero Louvar-Te!

E se pudesse, Meu Senhor, abraçaria o Teu manto
E derramaria todas as minhas lágrimas Nele
De felicidade, de frustração, de ansiedade, de alegria, de TUDO!

Pois Tu és o meu único refúgio

E que a minha alma repouse somente em Ti
Que eu não busque longe da Tua instrução a sabedoria

Que não haja Luz senão a Tua Palavra

Pois quero caminhar, junto a Ti

E com meus planos, agradar aos Vossos!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tradução da Vida

Quero sorver o néctar do Existir!
Lambuzar-me do Viver
E disso tudo extrair prazer

Quero tragar o Mar

A Noite, a ti, e o Luar
E num regozijo de Amor suspirar

Quero traduzir, qual Abelha, o Pólem dos Dias

E a ti trazer um Mel de Poesias

Aos teus ouvidos cantarei amores

Aos teus olhos pintarei mais cores
Ao teu corpo deitarei carícias...
E da terra de darei primícias...

Quero sorver o néctar do Existir!

Lambuzar-me do Viver
E disso tudo extrair prazer!

Da Peculiaridade da Vida de Cada Um

Às vezes penso que só eu sofro neste mundo. Que minha vida é a única com problemas ainda não resolvidos. Que o mundo vai acabar amanhã. Mas de repente (sempre) me aparece alguém com uma história diferente-semelhante à minha e que me tira do patamar de único-sofredor.
A vida é assim. As pessoas sãos semelhantemente diferentes umas das outras. E em se tratando de sofrimento, consolam-se mutuamente à medida em que ficam a par dos problemas alheios.
Mas pode ser que um problema constante tire você do sério como se fosse um espinho encravado embaixo da unha e que não sai tão fácil. Talvez você esteja passando por algo semelhante: um problema que não quer ir embora. Algo como uma luzinha vermelha acesa no painel de sua consciência apitando que tem coisa errada para resolver. E é ai que nos estressamos.
Cada um tem seu jeito de sofrer, de amar, de se consolar. Cada um é cada um, diz o ditado.
Nós temos que aprender a viver (como diz a canção) da maneira peculiar com a qual fomos criados por Deus. Pois se ninguém é igual, também nenhuma forma de viver será semelhante.
Somos pessoas que amam, que odeiam, que sofrem as diversas mazelas da existência.
Tudo deve ser visto do ponto de vista relativo; ou seja, se fomos criados diferentes, devemos viver peculiarmente diferentes.
Se eu me estresso com um fator X, pode ser que este mesmo fator não estresse fulano ou sicrano, mas sim um fator Y que a mim já não estressa.
Sendo assim, é muito sábio aprender as diversas maneiras de se viver.