segunda-feira, 7 de junho de 2010

Capital

O engraçado de se morar numa capital é que você tem a sensação de estar sozinho em meio a tanta gente andando "junta". Lá não se vê saudações amistosas pelas calçadas. Olhares não se cruzam matinalmente. É um caos urbano em termos humanos. Mas, nas verdade, quanto maior for a cidade, maior será o vazio nas pessoas, e elas se fecharão. Por isso é bom procurar um meio de superar tais mazelas sociais. Porque senão correremos o risco de morrer numa calçada e não sermos enxergados por ninguém (salvo se alguém se incomodar em "esquivar-se" do cadáver ao caminhar). Infelizmente é isto: a correria causa indiferença ao espírito de todos que ali habitam. E a preocupação toma posse de todo o ser no indivíduo. Ou você se concentra no que pretende (e precisa) fazer, ou cai do bonde que está a caminho.
É triste mas é a realidade. Nas igrejas, ainda que em cidades menores, já não se encontra muitos adeptos de uma boa dose de oração cotidiana, e muito menos nas grandes metrópoles. É angustiante saber que você passa como objeto ou obstáculo numa multidão caminhante.

Resumindo: onde afinal este povo quer chegar?
Estão atrás de quê?
E a reflexão?
E a sensibilização?
Onde estão seus espíritos?
Ficaram em casa?
Dormiram ou foram enjaulados na inércia?!
Critico a falta de espiritualidade e sensibilidade das pessoas?!
Mas acho que a coisa é bem mais simples do que parece...
A necessidade de comer e se vestir estrapolou com tudo e todos.
Transpôs-se os limites do trabalho-reflexão. E agora vemos as consequências de uma vida sistematizada... pasteurizada... enlatada... Dogmatizada e pautada no medo de pensar e sentir. Como se pensar e sentir fossem sinônimos de utopia social.

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