quinta-feira, 1 de julho de 2010

Das disparidades humanas - e só humanas

Demorou vinte e quatro anos, mas chegou a época em que percebi a disparidade humana. Chegou o momento de perceber, ou descobrir por si mesmo, a consciência de um mundo tão dividido. Eis a palavra: di-vi-di-do.
Nunca imaginei que me assustaria com a característica ímpar do mundo e, principalmente, do homem.
Somos seres totalmente diferentes, apesar de pertencer à mesma espécie.
Mas nunca vi ou ouvi falar de um cachorro que abandonou a "cachorrice". Por outro lado, todos os dias, ouço falar de homens que abraçaram a humanidade em si mesmos, ou seja, homens que se tornaram mais "humanos".
É absurdo ouvir tal coisa. Como pode ser assim?
Ontem sou um, hoje sou outro, completamente diferente de mim mesmo?
Nem à nós mesmos mantemos uma constância existencial?!
Que negócio é esse, afinal?
Somos tão quânticos... tão imensuráveis, inconstantes psicologicamente...
O que significa isto num crivo geral?!
Dentro das religiões... dentro da própria filosofia... dentro das escolas...
dentro das insituições políticas...
Tudo é diferente, tudo diverge entre si.
Não há uma padronização no sentido saudável. O único lugar onde encontro segurança é na natureza gravitacioanal dos planetas, pois se dependesse dos meteoros e asteróides, com certeza estaria louco.
É preciso um centro gravitacional, uma órbita segura: Deus. O Único imutável, constante, Eterno!
Se não fosse por Deus (claro ser impossível tal hipótese)não haveria constância.
Por que há tanta divergência de opiniões perante a vida?
Por que tantos e tantos pensadores pensaram coisas diferentes, conflitantes, atritantes e "faiscantes" uns para com os outros?!
Claro que é por ser o homem um ente dinâmico, racional, reflexivo, flexível ideologicamente e existencialmente (diria até naturalmente).
Mas a questão não é só esta. Penso que esta característica divergente no homem, e "só no homem", é o que causa tanto alarde e desavença humana.
O homem, segundo meu ponto de vista, é o ser caótico por natureza.

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