sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Da Crise de Valores Humanos

"Vós sois o sal da terra" dizia Cristo. "Ora, se o sal perde o sabor, com que havemos de temperar o alimento; não o jogaríamos fora se isso acontecesse?" concluía Ele, visto que se a única utilidade do sal fosse perdida, perderia sua razão de utilidade, e logo seria lançado fora. Certamente Jesus estava se referindo aos valores que uma pessoa (ou comunidade) pode (e deve) ter pela vida. Se um indivíduo não possui valores, com certeza vai agir caoticamente, isto é, sem parâmetros para designar as causas éticas ou morais de suas atitudes sociais (ou até mesmo individuais).
A vida é cheia de valores, e, por isso, tem mais sabor; pois são os valores pessoais ou sociais que dão mais sabor ao existir humano. Somos humanos porque possuímos valores. E porque cremos em alguma coisa enquanto respiramos por aqui. Não apenas por pensar (e pensar subentende-se por criar e administrar valores também), mas por agir de acordo com aquilo que pensamos sobre as coisas, ou seja, nosso sistema de valores.
Se o dinheiro, que é, substancialmente, meramente papel, perdesse o valor que possui na sociedade, é óbvio que não seria mais utilizado, nem produzido.
Compramos porque temos dinheiro. Temos dinheiro, e, de acordo com o valor desse dinheiro, compramos determinadas coisas. Cada coisa com seu respectivo valor de mercado.
Claro que estou me respaldando, a princípio, numa ideia materialista, mas não quero focar neste aspecto dinheirista em relação ao "valor".
Falo do valor moral, daquilo que parametriza nossas atitudes e regras.
Se sou cristão-católico, por exemplo, significa que acredito e preservo determinados valores concernentes ao cristianismo católico. Não significa, por exemplo, que sou preconceituoso com relação aos homossexuais, quando afirmo ser um pecado tal ideia. Pois quando afirmo ser um pecado, estou afirmando a fé de minha igreja, e não um pré-conceito "contra os gays".
Esse tipo de coisa tem que ficar bem claro entre as pessoas. Se digo que sou contra o aborto, não estou dizendo que estou com preconceito científico, contra o progresso da biologia, mas quero dizer que sou contra a morte de entes indefesos, que não tiveram partido num debate intelectual para definir a validade ou não de sua própria vida enquanto "semente-humana".
Quando defendo determinadas ideias, é preciso analisar de onde vem a crítica que faço, sé é pessoal, religiosa, ou filosófica.
Os valores da sociedade contemporânea parecem caóticos; acredito que seja consequência da globalização desenfreada.
O contato multi-cultural faz esse tipo de coisa com nossos valores. Misturando aqui, misturando lá, onde vamos parar?
Mas também não quero dizer que a cultura deve ficar estacionada, presa, fechada em si mesma. Devemos ter bom senso com as coisas.
Valor é uma coisa que deveria ser prezada SIM! Não devemos prescindir disso. Pois são os valores que determinam nosso progresso... ou regresso.

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