quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Parâmetros de Vida - Crises de Valores

O ser humano sempre tem uma razão por trás de suas atitudes. Suas ações obedecem a uma lógica causal. No entanto nem todas as pessoas procuram mentalizar sobre estas causas, ou até mesmo em justificar-se perante certos equívocos cometidos.
Deveríamos ter em mente, antes de mais nada, qual o partido ideológico-cultural no qual nos encontramos introduzidos, isto é, baseados em que idéia agimos como agimos.
Pelos fatores sociais é óbvio que a maioria não faz reflexões a respeito das possíveis causas para os padrões de atitudes tomadas.
Se um indivíduo é budista, por exemplo, então suas atitudes "deveriam" estar explicitamente de acordo com os padrões ideológicos do budismo. Mas se este mesmo indivíduo insiste em tomar posse de ações que não condizem com sua cultura budista, ora, então não se deveria proclamar como pertencente à tal partido cultural. E o mesmo vale para os católicos, protestantes, ateus, maçons e etc.
Estou falando a respeito das pessoas que não seguem aquilo que se proclamam estarem afiliadas culturalmente.
A cultura é a lente pela qual uma sociedade enxerga a vida em sentido geral. Logo, não se pode procurar as razões para determinados atos de um cidadão criminoso, por exemplo, sem antes averiguar sua cultura (no caso de um kamikaze japonês, ou um homem-bomba islâmico).
A cultura determina (ou deveria pelo menos) os padrões de atitudes humanas.
Se honramos o domingo e o consagramos ao descanso do trabalho, é porque somos cristãos, devotos de Jesus Cristo, reconhecendo nEle a santidade e a "causa", ou "justificativa" para que tal dia não seje igual a uma segunda-feira, por exemplo.
A cultura é o parâmetro de uma sociedade. Nela encontramos sua fé, sua ideologia, sua meta, seu valor em aspecto geral.
Hoje em dia parece que estamos vivenciando uma desculturalização globalizada. Todos os países parecem estar desvencilhando-se de suas próprias crenças e ideologias transcendentais, o que parece estar causando o surgimento de uma nova sociedade niilista iminente. Parece que estamos no início de uma "nova-era".
Sem valores o indivíduo não tem por que respeitar os direitos humanos, ou respeitar os deveres civis, pois não crê em tais valores.
Proponho que sejamos chamados, novamente, a dar as razões da nossa fé, como o diz a Sagrada Escritura.
Precisamos reafirmar nossos valores transcendentais, e alicerçá-los novamente, e, desta vez, com maior profundidade para prevenir futuras crises de valores.

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