segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Convir do Amor


Se a felicidade é o que podemos entender como o cumprimento de uma função completa do ser...
Então posso conceber que a felicidade do lápis seja o escrever. A felicidade do navio o navegar. A felicidade da espada a batalha. A felicidade dos olhos o olhar. A felicidade dos livros é serem lidos. E a felicidade do coração o Amar.
Deve ser por isso, então, que os seres humanos procuram um grande amor para suas vidas. Mesmo que este amor não consista em alguma pessoa em específico, mas numa profissão ou vocação artística.
Na pessoa amada, no entanto, geralmente é onde o coração mais procura focar. Pois o homem não é um ser solitário como certos animais. O homem é social, e geralmente necessita de alguém para o acompanhar durante a vida.
A beleza está no cumprimento das funções existenciais de cada coisa. Não é o olhar de princesa que é lindo senão o que se extrai desta beleza ao sonhar, à noite, com aquele brilho e aquele gesto sereno de ser.
A beleza do amor é que ele muda toda a circunstância ao redor das coisas. Mesmo que estejamos num deserto árido e sem fim...
Mesmo que estejamos na pior escuridão, em meio à selva brava...
Com o amor podemos nos sentir iluminados...
E saciados daquilo que é necessário para nossa sobrevivência enquanto filhos de Deus.
Porque é melhor amar que qualquer outra coisa.
O Senhor é amor, e no amor nos encontramos. Porque nEle nos encontramos.

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