segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Espera


Uma coisa que muito me toca é quando observo um bebê. Geralmente quando este tem lá seus três aninhos. Olho para ele e, por um momento, fico divagando em minha imaginação. Penso muito em como será meu filho (ou filha, preferencialmente). Mais que isto, penso em minha futura família. Aquela que se sustentará a partir de "mim". Serei um pai de família um dia? Espero muito que sim.
Voltando para a criança que observo às vezes, começo a pensar no quanto amo esta idéia. Sim, só de imaginar um filho(a) em meu colo. Um ser humano que poderá vir através de minha humilde existência. Alguém dependente de meus conhecimentos para se desenvolver. Nossa. É incrível. Começo a sorrir. Primeiro por dentro. Depois externizo.
Mesmo que isto seja apenas uma devaneio de meu coração amante. Mesmo que não seja o plano de Deus para um futuro não tão distante... Ainda assim agradeço ao Pai por pelo mesmo ter a oportunidade de sonhar com isto. E tudo isso com "Você!".
Sim. Pois a alegria que nasce em mim, em meio à divagação onírica da minha vontade, em meio a tanto sonhar, é esplêndida.
Não estou interessado num futuro que não está ao meu alcance (e nunca estará, pois o futuro é abstrato). Quero saber do presente. Do que sinto "agora". E do que posso pensar para agora. E a verdade é que quero formar esta família feliz. Fundada na Amor da Sagrada Família cristã. Cheia de valores. Cheia da graça. Abençoada com orações. E independente de com quem estiver, assim o será. Mas a minha vontade é que seja com "Você". E é por isso que direciono-me agora, na tua direção, olhando (simbolicamente, pois não estou presente ai agora) para ti. E confesso que pensei que iria morrer ao me distanciar de ti. Por um momento achei que a minha razão de existir tivesse se dissipado no ar. Como se o vento tivesse varrido minha plenitude amorosa qual folhas no chão.
Mas de alguma forma você voltou para a minha atenção. E de algum jeito tocou meu coração novamente. Com mais força que antes. Com maior "sutileza".
Agora percebo que nunca serei completo, no que se refere ao Amor humano, consgrado por Deus no Sacramento do Matrimônio, sem esta consumação.
Talvez Deus tenha preparado outra pessoa lá na frente. Mas isto é uma fuga hipotética minha para não dizer que te quero para sempre. Pois na verdade o que quero é me casar contigo. Desde já o confesso. É minha vontade. É o que penso e sinto. Não tenho porque esconder. Mesmo que seja difícil. Mesmo que por enquanto isto seja algo impossível de se imaginar. Mesmo que pareça a coisa mais complexa do mundo. O que importa é que sinto que tudo só estará bem se você consumar-se a mim em matrimônio. E disser "Sim" no altar de Cristo. E certamente, neste dia, eu chorarei copiosamente. Pois estas futuras lágrimas expressarão a importância de tal consumação!

2 comentários:

**Spulen** disse...

É uma fuga hipotética então?!...
haauhuahuha

Leandro Vieira disse...

Pois é...
HAhUAhuahaUAH!