terça-feira, 11 de maio de 2010

***Oração***

Senhor,
Não permita que me escape
A vida!
Não permita que eu me esqueça
Do Amor!
Não permita que me falte
Razão!
Não permita que te siga
Sem Fé!
Não madrugue eu em festas
Sem ti!
Não permita que sozinho
Eu vá!
Pois contigo para sempre
Está:
O Amor, a Paz, a Razão, a Verdade, a Harmonia!

Paródia

Minha casa tem janelas
Onde vejo o sol entrar
Os pardais que aqui paredeiam
Não pardeiam como lá

Os meus livros tem mais páginas
Apostilas mais amores
As cortinas tem mais vida
Lá tem frutas, tem mais cores

Minha casa tem janelas
Onde vejo o sol entrar!

O Camelô da Verdade


Lá pelas bandas do noroeste do Paraná havia uma cidade chamada Paranavaí. Era um lugarzinho meio sem pé nem cabeça. Ali as pessoas pareciam não ter um objetivo definido em suas vidas. Andando pelo centro você teria a mesma sensação que um astro fora de órbita. Como se tudo não tivesse nada a ver com nada.
Não se tinha uma moda específica. Não havia um padrão de acontecimentos nem eventos. Era desse jeito, praticamente uma verdadeira física quântica.
Carros e motocicletas vagavam desnorteados pelas avenidas aos domingos e feriados - atrapalhando, por sinal, quem tinha um destino certo de chegada.
Uma cidade de uns noventa mil habitantes. Desestruturada geograficamente. Mal planejada urbanamente. Sem nenhum monumento histórico a não ser uma praça com uma xícara gigante bem no meio, onde você poderia (se funcionasse) vê-la com o chafariz ligado. Ou talvez você quisesse contemplar a reunião dos maconheiros locais fazendo banquete de baseados nos recantos embaixo das seringueiras da praça após as vinte e três horas.
Enfim, era um caos ideológico e cidadológico.
Certo dia, especificamente no centro da cidade, próximo ao banco do Brasil, um vendedor de tapetes vagava a vender suas mercadorias. A princípio não era nada além de mais um daqueles camelôs que viajam da Bahia até o Paraná (mais exatamente em Paranavaí) para fazer vendas em plena rua.
Sentou-se num banco ali próximo para descansar da extensa caminhada e acendeu seu cachimbo.
Um homem baixo, de estatura esguia, moreno, aparentando ter lá seus cinquenta anos, barba e cabelos por fazer.
Era por volta das duas horas da tarde.

Ode à Musa dos meus Dias


Oh! doce flor que os meus olhos acaricia
Qual orvalho matutino quero por tuas pétalas escorrer

E por entre o teu seio de amores passear... me perder!

Dos teus lábios o néctar mais doce provar

Da tua serena beleza degustar

Oh! doce flor...

Sê minha até o eterno retorno

Vivas de Sol

Vivas de Mel

Ah! tua beleza a ti é fiel!

Doces pétalas...
Vou tua beleza cultivar

Enquanto a poesia viver
Nos meus lábios tu estarás

Vou embalá-la em meu peito

E tua sina traçar...
Juntos pelo bosque ficaremos

Vendo a Lua a pernoitar!