segunda-feira, 24 de maio de 2010

Da individualidade ideológica

O Evangelho diz que é preciso estar sempre pronto a dar a razão da própria fé. É necessário estar preparado para justificar-se. Assim é possível construir a caminhada com alicerce sólido.
Infelizmente pessoas há que não estão preparadas para se justificar e muito menos interessadas em procurar compreender a própria fé que tem (se é que tem alguma).
Pessoas que acreditam apenas em si mesmas, em seus próprios conceitos sobre o que é a verdade, o bem, a moral, a vida em si.
É esse tipo de pessoas que torna a evangelização um tanto mais penosa e difícil. O sistema é impedido de ser tocado em frente com fluidez devido a obstrução causada por uma massa de pessoas estagnadas conceitualmente.
Acredito que é necessário aprender com os mais velhos, tanto pessoas como comunidades, históricas ou didáticas. Por isso a igreja é uma comunidade histórica, didática, colossal em termos filosóficos. Com ela podemos aprender várias coisas sobre a vida entre os seres humanos.
A igreja caminhou com a história da humanidade desde os tempos em que os primeiros escribas começavam a rabiscar as primeiras sílabas nos pergaminhos ou barro cozido.
Infelizmente, mais uma vez dizendo, há seres que se encontram estagnados por uma espécie de crença particular da vida. Conceitos pré-formulados a respeito de Deus, igreja, de mundo em geral. Essas pessoas se traduzem em indivíduos difíceis de lidar quando o assunto é "comunidade". Excluem-se da massa ideológica por motivos individualistas 'maquiados' de liberdade de ideais a respeito da existência.
Esta tal "liberdade" se traduz num subjetivismo desenfreado. Diria que tais seres proclamam suas particularidades como condição para conviver em comunidade. Independendo do que é partilhado intelectualmente e culturalmente. Traduzem-se em a-culturais por motivos diversos.