quinta-feira, 27 de maio de 2010

Reflexão

Às vezes não entendemos por que pensamos como pensamos. Não conseguimos compreender a origem de algumas idéias ou reflexões (ou até conclusões) que nos vêm à mente de vez em quando.
A vida é cheia disso: você está num determinado momento do seu dia e, de repente, um pensamento lhe sobressai à cabeça e modifica completamente o seu estado de espírito, seu humor. É como se até aquele bendito ponto você estivesse bem (ou mal), e logo após tudo mudasse subitamente.
Na realidade isto é uma coisa comum entre nós seres humanos. Nossas vidas são recheadas de pensamentos e reflexões - boas ou ruins, valiosas ou desprezíveis.
Todo mundo sabe que nesta vida algumas coisas não dependem de nós para acontecerem ou não, como o destino de nossos dias ou até mesmo o clima de determinada data.
Isto frustra bastante quando se pensa em coisas que "deveriam" acontecer conosco em matéria de "sonhos". Quem não gostaria de realizar o que se idealiza?
Então ficamos divididos entre o que podemos e o que não podemos fazer para mudar as cores dos nossos dias.
Com certeza nossa vida é uma combinação disto: o que o seu livre-arbítrio pode fazer por você (ou não), e o que se tem que aceitar do livre-arbítrio das outras pessoas ou até dos fenômenos da natureza.
Como dito, isto frustra à medida que não soubermos ter jogo de cintura para com o mundo.
Então cabe a nós praticar uma boa dose filosófico-espiritual de exercícios interiores todos os dias. Quem sabe poderemos descobrir um método mais eficaz na árdua batalha entre o que se pode e o que se tem de aceitar pela vida.
Mas com certeza deve haver pontos positivos que equilibrem os nossos dias mais amargos. O amor é um ponto importantíssimo, por exemplo. Sem ele, com certeza tudo seria em vão.
"Só o amor vale tudo na vida", já dizia uma "canção de pai"; e por isso é necessário haver antagonistas das intempéries fatais do destino.
Acho que nesta vida todos somos como o Tolkien disse em seu ensaio sobre os contos de fadas: "todos somos subcriadores", e como tais, temos o dever de co-criar coisas bonitas e plausíveis de serem contempladas pelo menor olhar crítico-artístico de um anjo.
Nossas vidas são telas com um fundo já impresso de "fábrica" mas que precisa da nossa crucial participação artístico-criadora personalizada para cada tela. E no final, quem sabe, não mostraremos, uns para os outros, nossas telas já tingidas com as cores dos nosso dias aqui na terra.
Vivamos esta ideia com esperança de um mundo melhor. Foquemos o horizonte dos nossos maiores sonhos, e corramos atrás das latas de tinta específicas para a coloração das nossas telas.