terça-feira, 1 de junho de 2010

Artigo - da Educação


Estamos vivendo banalizações em diversos aspectos e valores sociais. As crianças deste país não podem contar com uma educação adequada no próprio lar (donde deveria prover a formação básica para logo em seguida engatar-se o processo cognitivo-educativo na instituição de ensino). Pais não oferecem condições pertinentes para que seus filhos desfrutem de uma infância escolar de qualidade. Infelizmente isso ocorre por muitas vezes não terem recebido condições saudáveis de educação dos pais anteriores. E assim cria-se um ciclo de más formações humanitárias fazendo com que cada geração falhe em partes com a posterior ao repassar a cultura recebida.
O ser humano constitui-se de atributos intelectuais suficientes para promover a boa disciplinariedade entre seus concidadãos. Eis um fato do qual se origina a decepção contemplativa dos pedagogos mais atentos e críticos no referente à situação escolar de nossas crianças. Uma vez que, apesar das potencialidades latentes na razão humana, não se enxerga uma humanidade prosperamente feliz em múltiplos fatores da vida - principalmente na educação infantil.
O conto de fadas que é uma das peças fundamentais para a culturalização da psique infantil, por exemplo, encontra-se destituído de sua originalidade moralizante. Escritores pós-modernos estão buscando transformar os componentes essenciais à formação da mente na criança em algo vazio de significados internos.
Sabemos que o conto de fadas é clássico por enfatizar com clareza e contraste as aparências e consequências do bem e do mal na sociedade; e por isso oferecem conteúdos moralísticos aos pequenos leitores/ouvintes.
Busca-se, atualmente, aniquilar as partes referentes ao mal e ao feio nos contos infantis, trazendo apenas o colorido mágico da beleza moral e de uma verdadeira ficção vazia e completamente irreal ao mundo que a criança "precisa" conhecer desde já.
Nossos pequenos leitores necessitam de conteúdos que formem seus espíritos e não de algo que não contribua para nada além de perda de tempo e bloqueio de experiências literário-existenciais.