sábado, 12 de junho de 2010

Barrabás

Seu Barrabás era um senhor já muito vivido. Conhecia este Brasil de cabo a rabo. Um homem completamente experiente. Sertanejo por natureza, veio de uma cidadezinha do interior para morar na grande São Paulo. E lá encontrou o caos urbano. A balbúrdia dos sinais. Uma guerra por tempo e tudo o que acomete à cidade (grande). E de suas viagens pelo país, conheceu todas as nossas diversas formas de manifestações culturais. Sendo esta a razão de sua fama de "O homem" vivido vir a sobrecair-lhe à índole.
Com 1,80cm de altura, fisionomia militar, alemão por paternidade e italiano por maternidade, Seu Barrabás era assim: um homem que não levava desaforo para casa. Não tolerava injustiça nem qualquer forma de intempérie.
Certa feita, estando ele em seu sítio, no interior do Paraná, em Tamboara, sentado em um toco de jatobá, picava fumo caseiro com seu canivete artesanal quando um avião passava por sobre sua cabeça em alto céu.
Naquele dia, Seu Barrabás nem imaginava a estapafúrdia cena que se desenrolaria diante de seus olhos no momento em que o avião começou a soltar uma fumaça escura de uma das turbinas, e logo em seguida um som estranho já dava a entender que a aeronave estava caindo.
Mais que depressa, Seu Barrabás largou o canivete com o fumo picado e se lançou sem pensar a correr desenfreadamente na direção em que o avião parecia iria cair. Era próximo ao milharal do desesperado senhor.
O que o motivara àquela atitude ninguém poderia inferir, mas Seu Barrabás parecia não gostar nem mesmo de pensar que coisas como aquela acontecessem diante de sua vigília. E por isso tratou logo de parar a nave com as "próprias mãos" enquanto praguejava em seu "jeitão" de ser.
Finalmente o homem conseguiu salvar a aeronave e deixar a todos aturdidos com a cena.
Este é apenas um episódio que acontece na vida de Seu Barrabás. Um homem sério, que leva as coisas ao pé da letra. E ai de você se ele sentir que alguma coisa está errada contigo. Ele "vai fazer" algo para mudar a situação.

Sintaxe do Amor


Não posso viver sozinho
Preciso da tua companhia para completar-me o sentido de viver

Oh meu amado tesouro! Meu objeto!

Às vezes você aparece, assim, de frente: direto!

Em outras me surge indiretamente, acompanhado de um amigo...

Como que acanhado...

Mas olhe! Juntos podemos formar o sentido maior

E alcançar a poesia que há nas sentenças

Sintaxe à vontade, é o meu lema para ti!

Pois sem a tua presença nada faz sentido...

Perco o chão e fico vazio, pois não há para mim outra razão...

Meu objeto...

Sou um verbo transitivo...

Não sou soberbo, nem auto-suficiente como os verbos intransitivos que existem por ai...

Estes não permitem casamento...
Mas encontrei refúgio em tua companhia...
K... meu amor, tu és, assim, meu objeto, ou melhor, sentido da minha poesia!

Meu adjunto adnominal...
Meu complemento nominal...