quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Poética Sonolência

De repente o sono embriaga meus olhos;
Não consigo enxergar um palmo a minha frente...
Pensamentos solapam nas paredes de minha semi-consciência.
Escrever sonolento é dirigir bêbado pelas estradas da poesia:
Não se enxerga as placas de trânsito da gramática...
E pelas curvas dos atos falhos se diz o que não se esperava.
Cá estou
Escrevendo sem porquê...
Apenas testando minha capacidade de burlar o sono
Tentando fazer manifestar algo adormecido em meu interior
Talvez alguma ideia brilhante a qual só encontre espaço "agora!"
Não, não dá!
Com sono é dose!
E aqui vou indo...
Minhas pálpebras pesam chumbo...
Não consigo pensar...
Não consigo...
Estou em plena meia-noite, tentando escrever algo
Tentando fazer o Vento Cantar fora de hora...
Mas o Vento só canta quando quer...
E quando está bem acordado para saber o que canta.