sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma Viagem Poética


O que se pode fazer?
Se o olhos tocam sinfonias...
Se nestas mesmas melodias
Encontro um sonho de Deus?
Está passando o inverno,
E já chegando o verão...
Contigo vejo o silêncio
Gritando no coração!

O que se pode fazer?
Quando a verdade é já óbvia...
E o que está dentro está fora...
E o que não foi nem embora
Voltando vem em nossa direção!?
Oh! Céus! O mundo está rindo,
Da cara feita às estrelas...
Do que falei cochichando,
Pensando não ser ouvido...
Um Lírio bem dedo-duro
Falou pro grande Carvalho
No dia em que fui buscar
Molhado inteiro em orvalho
Deixei minha poesia lá dentro
Daquela toca de coelho...
Esperando o sol renascer
E me mostrar qual espelho
Sim! a Aurora a trouxe de volta...
Oh! musa...
Não há revolta...
Não bata a porta...
Deixe-se tocar pela brisa!
Pois amanhã a estrada continua para nós...
E podemos viajar para lá, além do horizonte!
E verás a Luz de mais um dia feliz.
E terás poeira para bater dos pés...
Desfaça-se de toda sujeira
Naquele lago onde mergulharemos depois...
E assim, purificados, cantemos
E dancemos os dois!

Momentos e Lugares


Há muitos lugares realmente lindos pelo mundo a fora. Mas a verdadeira beleza deve estar no que pode acontecer de belo nesses lugares. E é por isso que marcamos certos recantos de acordo com o que nos acontece nos mesmos.
Pode até ser que uma simples esquina, que não chama a atenção de ninguém, seja linda só por ter sido o local do primeiro beijo de um casal de jovens apaixonados.
Ou quem sabe um jardim municipal, ou praça pública...
Não importa, o que vale é o significado do que ocorre.
Não é diferente nas igrejas. Uma igreja não é santa ou sagrada por si só. É sagrada porque acontecem momentos sagrados lá dentro. Pois é uma casa de oração.
Isto deve ser assunto de fenomenologia. Mas o que quero dizer é que a beleza está nas circunstâncias que criamos também.
Enquanto isso, volto-me para o Recanto do Luar, mais uma vez em minha memória, e contemplo-o com úmidos olhos... relembrando a importância, não do lugar, mas do que acontecera ali.
São assim as coisas da vida.

Saltando

Muitas vezes a vida se assemelha com um salto de para-quedas. Os paraquedistas precisam ter coragem para saltar. E às vezes repórteres vão ao encontro daqueles para entrevistá-los, e com muito medo saltam também.
A vida é como esta atividade em muitas circunstâncias. Pois você precisa de um fôlego novo, bem profundo, e de uma opinião de aço para não titubear ou "dar pra trás".
Na hora em que for saltar, é necessário não pensar muito se o para-quedas pode ou não quebrar. Todos tem de ser corajosos. E na vida não é diferente.
Deus nos deu um bom para-quedas, e nos levou até as nuvens. Do Seu avião celeste Ele nos disse "pule!"...
Muitas vezes a questão é fechar os olhos e confiar no Senhor...
E saltar.